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Sábado, 06 de março de 2021

SAÚDE PÚBLICA

Mais de 30 pacientes passam por cirurgia de quadril; ação é parceria entre o governo de Rondônia e o Instituto de Traumatologia e Ortopedia

05 de dezembro de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

Wilson Dionísio voltou a ter uma vida normal após cirurgias

Wilson Dionísio voltou a ter uma vida normal após cirurgias

Voltar a ter uma vida normal é o sonho de muitos pacientes que aguardam pela tão esperada cirurgia, sonho esse que tem se tornado real para muitos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e buscam pelo tratamento na Policlínica Oswaldo Cruz. São pelo menos 40 pacientes que sofrem com problemas no quadril e dependem do sistema público para operar. Entre eles está o Wilson Dionísio Nascimento, de 56 anos.

Um acidente de bicicleta ocorrido em 2004 fez Wilson conviver com fortes dores no quadril. Ao procurar atendimento médico na Policlínica Osvaldo Cruz, o sofrimento passou a ter os dias contados, isso porque logo em seguida Wilson fez a cirurgia no lado direito do quadril. Mas o tratamento não parou por aí, uma vez que ao retornar para a segunda etapa da operação foi necessária a implantação da prótese no lado esquerdo do quadril. Os trabalhos foram feitos com acompanhamento da equipe médica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

A dona de casa Vanderléia Nascimento, de 45 anos, tem lúpus. Essa doença afeta as articulações e outros órgãos do corpo. Por causa da enfermidade, Vanderléia convive com desgaste nos dois lados do quadril. Para se locomover, a dona de casa é refém da muleta. Em agosto deste ano, ela fez a primeira cirurgia e agora com um sorriso estampado no rosto entra no consultório médico para realizar o último procedimento de implantação da prótese no quadril esquerdo.

Vanderléia Nascimento tem lúpus e passou por cirurgia

Vanderléia Nascimento tem lúpus e passou por cirurgia

O quadril é uma das principais articulações do corpo, localizado entre a esfera e uma cavidade. A implantação de uma prótese ocorre em função de fraturas, necrose, desgaste, acidente, má formação genética, entre uma série de outros fatores. É um procedimento complexo que requer material especifico para realizar a cirurgia que ainda vai depender do tamanho da prótese correta e uma equipe de especialistas e profissionais qualificados.

De acordo com o cirurgião de quadril do Into, Felipe de Paiva Carvalho, para a realização de uma cirurgia com essa complexidade é necessário que o paciente esteja com todos os exames clínicos dentro da normalidade. Caso haja alguma alteração, todos os exames devem ser refeitos, nesses casos o paciente precisa aguardar o retorno da equipe médica do instituto à Porto Velho, ou ser encaminhado para o Rio de Janeiro. “A preocupação da Sesau é evitar com que os pacientes fiquem por um longo tempo na fila de espera. A nossa vinda à Rondônia soluciona este problema e a equipe de médicos do hospital de Base Ary Pinheiro é capacitada para fazer o acompanhamento pós cirúrgico”, afirma o cirurgião.

A equipe do Instituto Nacional de Traumatologia vem a Rondônia de três a quatro vezes ao ano, com um quadro composto por 12 profissionais. “Este é um esforço que o governo do estado faz para atender a demanda de pessoas que precisam desse tipo de procedimento. São problemas que não conseguimos resolver sozinhos, pois esta especialidade é difícil de obter em todo o país. Como a cirurgia de quadril é um procedimento de grande porte, a Sesau traz esta equipecom a missão de acabar com essa fila de espera. Outro ponto que nos favorece é que os médicos do Into são especialistas nesse tipo de cirurgia, além de tudo trazem todo o material necessário para o procedimento”, ressalta o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel

Dos 40 pacientes que são submetidos à essa etapa de cirurgias de quadril, 15 são do interior do estado e 25 da capital.

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Fonte
Texto: Antonia Lima
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
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