Governo de Rondônia
Quinta, 25 de abril de 2019

PERFIL

À frente do comando da Polícia Militar há um ano, coronel fala sobre as ações e desafios enfrentados em Rondônia

10 de abril de 2019 | Governo do Estado de Rondônia

A corporação da PM é composta de um efetivo de 5500 homens incluindo alunos e profissionais na ativa

 

À frente do Comando Geral da Polícia Militar há exato um ano, completo no dia 10 de abril, Mauro Ronaldo Flores Corrêa tem em mente três pilares que embasam sua gestão: investimento, valorização do policial militar, inteligência estratégica e policiamento orientado para o problema.. “Em cima desses três eixos desenvolvemos nossas ações. Em primeiro lugar, o investimento e valorização do policial militar. Nossa proposta é de dar continuidade aos concursos e sempre que nossos policiais tiverem interstício para as promoções eles realizarem seus cursos. Todos os cursos regulares que a polícia oferece devem servir para progressão funcional, além de outros cursos que qualificam os policiais”, ressalta o coronel Mauro Ronaldo.

Entre os cursos citou como exemplo, o de Negociação em ocorrências de alta complexidade, realizado recentemente, sendo a segunda edição em Rondônia e o primeiro a mesclar oficiais e praças. “Também realizamos curso de sniper  (atirador) – o primeiro realizado em Rondônia. É um curso difícil pela tecnicidade que se exige dos profissionais e das equipes. Em Rondônia só tínhamos um atirador e ele estava na reserva. Além disso, realizamos o curso de operações especiais, um curso extremamente complicado”.

E foi assim ao longo do ano de 2018, quando foram realizados uma série de outros cursos de qualificação, especialização, como forças táticas, patrulhamento tático móvel, motocicletas.

 

“A ideia é continuar investindo e valorizando o policial militar e, lógico, buscando melhores condições de trabalho para eles, tecnologia, armamento e equipamentos adequados”, garante o comandante.

 

O coronel Ronaldo Flores ingressou no Exército Brasileiro em 1986, por meio do Núcleo Preparatório de Oficias da Reserva (NPOR), em seguida serviu no exército como oficial temporário e ingressou na Polícia Militar do Estado de Rondônia, em 1994, por meio de concurso público de adaptação de oficiais. No Estado serviu na Companhia de Operações Especiais (COE), no 5° Batalhão e no 3° Batalhão comandando a região de Colorado do Oeste, Cerejeiras, Cabixi, Pimenteiras, Corumbiara, que na época era a Segunda Companhia.

Na Capital, serviu na Diretoria de Pessoal, na Companhia de Guarda, no Centro de Ensino, antiga Diretoria de Ensino, e como assessor na Secretaria de Segurança Defesa e Cidadania (Sesdec) e no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ/RO). Realizou diversos cursos na área operacional. É formado em direito, pós graduado em direito civil/processo civil. É, também, professor universitário na área de direito, casado, pais de três filhas e avô de um neto.

A formação acadêmica do comandante demonstra colaborar para seu ofício. A corporação da PM é composta de um efetivo de 5500 homens incluindo alunos e profissionais na ativa. Somente no ano de 2018 cerca de 3 mil policiais militares realizaram cursos de aperfeiçoamento. “Mais de 50% do efetivo foi formado, qualificado, os policiais passaram por cursos de formação de cabos, sargentos, aperfeiçoamento de oficiais, de oficiais administrativos. Já conseguimos muito e pretendemos conseguir mais ainda este ano e nos próximos, com o nosso governador Marcos Rocha à frente”.

REDUÇÃO DA CRIMINALIDADE: PRINCIPAL DESAFIO

Mauro Ronaldo Flores Corrêa, comandante da Polícia Militar do Estado de Rondônia

O comandante tem resposta rápida para o principal desafio no comando da PM: a redução do índice de criminalidade, que se desenvolve à medida do crescimento e desenvolvimento das cidades rondonienses. “Trabalhamos diuturnamente para a redução e aí entram o segundo e o terceiro eixo”, garante. Uma das formas citadas é por meio da inteligência estratégica, como o programa de análise criminal. “Hoje trabalhamos e entendemos o crime. Conhecemos como ele é praticado, os horários, os locais, o modus operandi (modo de operação), o perfil de quem pratica os crimes. Conseguimos através desse programa de análise criminal entender o crime e como ele acontece. A partir daí aplicamos o policiamento de forma orientada, direcionado para o problema. Com isso trocamos a forma de empregar os policiais, os horários, a quantidade de policiais na rua, aumentando em alguns horários, diminuindo em outros, ou seja, de acordo com a movimentação do crime movimenta-se os policiais militares”, explica.

Como resultado da ação planejada, a redução de 30% no índice de criminalidade ao longo de nove meses. “Pretendemos este ano aumentar para 60% ou até 70% a redução desse índice. Quando assumi o comando, a média era de 80 roubos/furtos por dia, conseguimos reduzir para em média 45/50 e o objetivo é até o final do ano reduzir ainda mais a criminalidade no Estado”, destaca.

TERMO CIRCUNSTANCIADO  

De acordo com o comandante, o Termo Circunstando de Ocorrências (TCO) já está Implantado 100% no Estado. A chamada tecnologia embarcada, que são os kits com tablets e mobiles, em questão de mais 30 dias será efetivamente implementado em 100% do Estado. “Todas nossas viaturas, nossas guarnições vão estar com a tecnologia embarcada”, diz.

O kit embarcado permite acesso a consulta de banco de dados, o banco nacional de mandados de prisão, o Infoseg e demais plataformas que permitem análise do perfil de criminosos. Também permite acesso e lavratura de ocorrência de forma online, não necessitando de papel. “Toda essa tecnologia permite maior economia para os cofres públicos, como de papel, combustível, de movimentação de veículos, permite ainda, maior presença do policial militar no local onde está trabalhando, porque ele não precisa se ausentar para registrar a ocorrência”, detalha o coronel.

Além disso, as câmeras body cam já foram entregues para a Polícia Militar. O momento é de pequenos ajustes dentro da corporação.

 

“Até o mês de maio, todos nós policiais trabalharemos com câmeras body cam acoplada ao corpo, filmando nossas ações”, detalha o comandante.

 

Outra tecnologia que colabora com a atuação dos militares são os smartfones . Atualmente, 1200 aparelhos foram entregues e gradativamente estão sendo incorporados à rotina dos policiais militares.

RELACIONAMENTO DA POLÍCIA MILITAR COM A COMUNIDADE 

Ações desenvolvidas pela PM aproximam a corporação da comunidade

Questionado sobre o relacionamento da polícia com a comunidade, ele acredita que é bom. “Entendo que é um bom relacionamento. A Polícia Militar cada vez mais está trabalhando para a evolução no relacionamento com a sociedade. Até um tempo atrás a polícia era vista como repressora. Assim era ensinado, assim os livros escreviam e tratavam sobre isso. Como em “Aparelhos ideológicos do Estado”, de Louis Althusser, que dizia que a polícia é o aparelho repressivo do Estado.

“A Polícia era colocada dessa maneira até para as crianças. Dizia-se com frequência: eu vou chamar a polícia se você não fizer isso, se não fizer certo, se não fizer dessa forma eu vou chamar a polícia. E a polícia aos poucos está superando isso. Hoje buscamos ter um relacionamento com a sociedade porque nós somos parte da sociedade, enquanto nós não estamos fardados, estamos em nossas casas juntos com a sociedade, convivemos com a sociedade, então nossos policiais compreendem muito bem isso. Buscam trabalhar para cada vez mais para a sociedade interpretar eles como alguém que está ali para auxiliar, para ajudar”, resume.

Outra forma de aproximação com a comunidade, de acordo com o comandante, é por meio do desenvolvimento de programas sociais, como o Proerd, que atua no combate ao uso de drogas, a patrulha Maria da Penha, de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica, a Polícia Militar Mirim, escolinhas de futebol e academias de ginástica. “Nossos policiais também treinam crianças em artes marciais. Temos um relacionamento próximo e cada vez mais buscamos essa aproximação, porque o policial é um integrante da sociedade, ele é igual a todos”, lembra.

 LEALDADE, DISCIPLINA E CONSTÂNCIA 

Atuação nas ruas com o efetivo policial

Lealdade, disciplina e constância é o lema da corporação da Polícia Militar do Estado de Rondônia. Segundo Mauro Ronaldo, diversas outras ideias foram apresentadas, mas optaram pela sugestão do major Robson Brancalhão. “Interpretando cada palavra, percebemos esse lema expressa realmente como deve ser o policial militar: deve ser leal, ter disciplina e ser constante, permanente. E está dando muito certo. Nossos policiais têm ser portado dentro do nosso lema. Tanto que os resultados estão vindo a cada dia”, garante.

“As polícias passam por uma fase de transformação, a sociedade compreende perfeitamente os seus direitos, e os policiais necessitam se adequar a essa forma de atuação. Os nossos policiais trabalham muito dentro da legalidade, tanto que nós temos poucos problemas em Rondônia. Temos uma tropa de mais de 5 mil homens, então é natural que a gente tenha algum desvio de conduta, entendemos que pode acontecer em qualquer profissão, mas na nossa é reduzido. Agora, por exemplo, estamos enfrentando a intervenção no Sistema Prisional. Nossos policiais estão se deslocando para lá constantemente e está trabalhado muito bem. É uma tropa que tem dado o resultado que a sociedade espera, e temos recebido esse feedback da sociedade”, confessa.

Fé em Deus, lealdade, disciplina, constância e um comandante que gosta de atuar na rua, aliás, não é difícil encontrar o comandante Mauro Ronaldo em operações noturnas e até mesmo realizadas aos finais de semana, isso porque de acordo com ele, é bom ter visão na ótica nos militares que atuam cotidianamente no combate ao crime. “Gosto de atuar na rua. Minha vida inteira desenvolvi atividades na rua. Quando estamos no meio da tropa, parece que a gente se revigora, porque no gabinete são raros esses momentos. Na rua a gente busca mais energia. Eu gosto muito de andar no meio da tropa, andar com eles, estar com eles, de viajar, de ir para o interior do Estado. Andar em lugares onde o policial leva três, quatro horas para chegar. Dessa forma realmente se conhece a Polícia, porque geralmente senta aqui um conselho de coronéis e decide a vida da Polícia Militar sem conhecer o que está conhecendo lá em Estrela de Rondônia, por exemplo, em locais que para se chegar lá, saiu do asfalto e andou uma hora e meia. Então é diferente, a gente conhecendo, e eu gosto disso, eu gosto de estar no meio dos policiais”.

A Polícia Militar de Rondônia está entre as melhores do Brasil, de acordo com o comandante, o que faz ele afirmar que se sente gratificado e satisfeito. “A gente sempre acredita primeiro em Deus, Deus protegendo a nossa Polícia Militar tudo acaba dando certo. E tem dado certo. A Polícia Militar é muito devota a Deus, Ele acima de tudo e aí a gente buscar fazer nosso trabalho, aquilo que a Constituição atribui a nós”, finaliza.

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Fonte
Texto: Mineia Capistrano
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Brasil, Governo, Rondônia, Segurança


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