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Sexta, 29 de maio de 2020

SAÚDE PÚBLICA

Agência Estadual de Vigilância em Saúde intensifica prevenção às hepatites em Rondônia durante o Julho Amarelo

14 de julho de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

Testes podem ser feitos nos postos de saúde

Pessoas com mais de 40 anos de idade devem comparecer a qualquer posto de saúde em municípios de Rondônia para testes gratuitos. A campanha Julho Amarelo, de prevenção e tratamento das hepatites A, B, C, D e E, aberta no início do mês, é uma das principais metas da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) no período.

Ela visa a intensificação de ações de prevenção e controle das hepatites virais e irá até o próximo dia 28, quando o mundo inteiro chama a atenção para essa doença silenciosa, que não apresenta sintomas e que, se não for tratada, pode causar sérios problemas à saúde.

Três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A campanha mostra essa situação e informa que 3% da população mundial são portadores da hepatite crônica. “Falta conhecimento da existência da doença, este é o nosso desafio, felizmente contamos com muitos bons parceiros”, disse a coordenadora do Núcleo Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Gilmarina Silva Araújo.

A hepatite C tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. Considerada atualmente a maior epidemia da humanidade, cinco vezes superior à Aids/HIV, é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina.

“Mas não se aflija, os fármacos são eficazes e garantem até mais de 99% de curas”,  informou Gilmarina Araújo.

Gilmarina lembrou que Rondônia, Acre e Amazonas são os únicos estados brasileiros com ocorrências de hepatite D (Delta, VHD), e ela só ataca pacientes infectados pelo vírus da B, que é o segundo tipo com maior incidência, via sexual e contato sanguíneo.

Não existe vacina contra hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil.

Outras causas de transmissão: transfusão sanguínea; compartilhamento de material de higiene pessoal [alicates de unha, escovas de dente, lâminas de barbear e depilar, e demais objetos que furam ou cortam], e material usado na confecção de tatuagem e colocação de piercings.

Embora raramente, passa também da mãe infectada para o filho durante a gravidez. Na relação entre parceiros heterossexuais ela é pouco frequente, principalmente entre casais monogâmicos.

No entanto, entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e na presença da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a transmissão do HCV [vírus C].

Quando a infecção desse vírus persiste por mais de sete meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e 1% a 5% para câncer de fígado.

PARCEIROS

Parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz-RO), Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Laboratório de Virologia Molecular do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) permitiu a conclusão de 50% das investigações de hepatites no estado.

São parceiros da Agevisa:  GPES-Sesau, Cemetron, CES, Cepem, Hospital Infantil Cosme e Damião, Hospital João Paulo II, Hospital de Base Ary Pinheiro, IES, Fimca, Faculdade São Lucas, Uniron, FIP, Faro, Unir, Fórum de ONGs Aids, APHRO, Lacen, Ministério Público, Divisão de Saúde da Polícia Militar, Divisão de Saúde do Presídio Federal, Distrito de Saúde Indígena e Núcleos de Educação em Saúde.

MAIS INFORMAÇÕES

Fale com a Agevisa: 3216 5254
Disque Saúde: 136

 

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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Secom
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
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