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Domingo, 09 de maio de 2021

PRODUÇÃO

Agricultor de Cerejeiras é pioneiro da soja no estado

22 de abril de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

O agricultor Anísio

O agricultor Anísio

O agricultor Anísio Ritter, de Cerejeiras, é conhecido na região como o primeiro a plantar soja em todo o estado, em 1997. Na época, sua propriedade foi selecionada pela Embrapa para receber as primeiras pesquisas sobre a soja em Rondônia.

Hoje, aos 67 anos de idade, casado, pai de cinco filhos e avô de nove netos, catarinense nascido em Concórdia e agricultor em Realeza, no Paraná, seo Anísio lembra com viva memória de quando chegou a Cerejeiras, no distante ano de 1976.

 “Vim a pé de Vilhena”, recorda. Foi o primeiro a construir uma casa na região, com apoio do então governador Jorge Teixeira. “Alguém gemeu para gerar Cerejeiras”, diz o pioneiro.

9 - COLHEITADEIRA SOJANa atual safra, seo Anísio plantou cerca de mil hectares e colheu, em média, 50 sacas por hectare. Mas ele se diz preocupado com o rumo com que a produção de soja tem tomado nos últimos anos. “Hoje, tudo está com preço absurdo, o combustível, o fertilizante, a peça da máquina, o defensivo agrícola”, explica.

O produtor cita ainda o custo elevado de manutenção das máquinas e a depreciação rápida desses equipamentos. “O prejuízo é maior a cada ano”, diz. “Os mais jovens estão indo embora da lavoura e só estão ficando os casais de velhos, até onde esta situação vai perdurar?”, questiona. “Não dou mais do que dez ou quinze anos”, prevê.

Ele avalia que a atividade deixou de ser lucrativa como nos primeiros anos. E explica que os preços do grão continuam no mesmo patamar, mas os custos se tornaram exorbitantes. “Hoje somos meros funcionários das multinacionais”, reclama.

“Quando iniciei na atividade, meu custo médio era de 23 sacos por hectare, o restante era lucro. Mas, hoje, meu custo varia de 43 a 50 sacos. Ou seja, se chover demais, como choveu este ano, ou se acontecer qualquer coisa de anormal, meu lucro vai todo embora”.

8 - silosMesmo assim, o agricultor reconhece que a situação poderá melhorar radicalmente, com a vinda de calcário a preços menores. “Essa é a nossa esperança, de aumentar a produção e a nossa lucratividade voltar a ser igual ou melhor de quando iniciamos a nossa atividade”, conclui.


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Fonte
Texto: Sandro André - Assessoria Seagri
Fotos: Sandro André
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Economia, Governo, Rondônia


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