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Quinta, 04 de março de 2021

Alunos da rede estadual são preparados para o ensino superior

24 de março de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

8 - terceirao enem

Escolas da rede pública estadual promovem a preparação dos alunos do 3º ano do Ensino Médio para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares através de metodologias diferenciadas, que vão das práticas pedagógicas do professor a carga horária reforçada das aulas.

Um exemplo muito conhecido é o projeto ‘Terceirão’ da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor João Bento da Costa, em Porto Velho. Desenvolvido desde 2000, o projeto já aprovou mais de seis mil alunos em instituições federais, estaduais e privadas de ensino superior. A João Bento ficou em 4º lugar entre as escolas da rede estadual de Rondônia que tiveram um bom desempenho no Enem de 2013.

Esses resultados são explicados pela vice-diretora Maria Elizabet Cândido. Entre os métodos, Maria diz que a grade curricular diferenciada dos alunos é uma das práticas que mais se destaca na aprendizagem. “O projeto trabalha todos os conteúdos dos anos anteriores do Ensino Médio. É meio que uma revisão de tudo que o aluno aprendeu até agora, desde o 1º até ao 3º ano”, conta.

 

8 - alunos terceiro ano

A diretora afirma que os alunos dos primeiros anos do Ensino Médio, mesmo não participando efetivamente do projeto, recebem a mesma cobrança dos jovens do último ano escolar. “Desde o 1º ano, os ‘meninos’ fazem simulados no modelo de Enem e isso se repete em todo o Ensino Médio para chegar ao ‘Terceirão’ já preparado”, comenta.

Os simulados e provas são feitos somente aos sábados para não comprometer a rotina de aulas durante a semana, de acordo com Elizabet. “O aluno absorve muito mais quando começa e termina a semana recebendo conteúdos, sem interrupção de provas”, enfatiza.

Além das metodologias, a carga horária é mais reforçada. De segunda a sexta-feira, os alunos tem o 5º tempo, ou seja, 45 minutos a mais do que os demais terceiros anos. Quem estuda de manhã entra às 7h30 e sai 12h45, à tarde as aulas são das 13h30 às 18h45. “Cada disciplina tem uma aula a mais do que o regular, o que faz os conteúdos serem aplicados de forma mais abrangente”, esclarece a vice-diretora.

Linda Inês, de 16 anos, é uma das alunas participantes do ‘Terceirão’.  A jovem conta que estuda na escola desde o 1º ano do Ensino Médio e continuou para poder participar do projeto. “É bem ‘puxado’. A cobrança é maior e pede mais responsabilidade, mas vou até o final”, diz a aluna que pretende cursar Medicina.

Linda participa de um grupo de estudos formados por colegas de outras turmas do projeto. Lorena Cristine, 18 anos, faz parte do grupo. Para Lorena, o ‘Terceirão’ vai além da aprendizagem para provas. “Me ensina a ter disciplina e administrar o meu tempo”, destaca. A garota participou da edição passada do Enem e diz ter gostado da nota que obteve, mas quer melhorar. “Quero entrar para Medicina e me especializar em dermatologia para trabalhar na área de estética e cosmético”, afirma.

Terceiros em outras escolas

Além da João Bento da Costa, outras escolas também mudam os métodos regulares para preparar os alunos para as avaliações nacionais e estaduais. Uma delas é a Escola Estadual Marechal Castelo Branco, que implantou um projeto semelhante ao ‘Terceirão’ para os estudantes do terceiro ano do Ensino Médio.

Segundo o diretor Jeferson Sales, a metodologia aplicada é parecida com a de um pré-vestibular, relembrando todas as disciplinas lecionadas durante o Ensino Médio. “Este projeto começou no ano passado. Antes os alunos eram divididos em três turmas. Derrubamos uma parede e transformamos duas salas em uma”, explica.

A única turma do terceiro ano da Castelo Branco conta com 76 alunos e funciona apenas de tarde. Os jovens assistem seis tempos de aula, entrando às 13h e saindo às 19h15, descartando aulas aos sábados, segundo Jeferson.

Na Escola John Kennedy – segunda escola estadual mais bem colocada nas notas do Enem de 2013, o diretor Valter Belarmino conta que não há nada a mais do que o empenho dos professores. “Eles usam o modelo do Enem para aplicar provas e trabalhar o conteúdo dentro de sala”, enfatiza o diretor, lembrando que a carga horária é regular e as disciplinas são trabalhadas de forma intensa.


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Fonte
Texto: Halex Frederic
Fotos: Quintela
Secom - Governo de Rondônia

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