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Segunda, 10 de dezembro de 2018

EDUCAÇÃO RURAL

Centec Abaitará inicia ano letivo com mais 300 estudantes e se consolida por preparar jovens para atender vocação de Rondônia no setor agropecuário

06 de março de 2018 | Governo do Estado de Rondônia

Centec Abaitará abriu ano letivo de 2018 nesta segunda-feira

 

Uma fazenda escola que tem transformado a vida de muitos jovens. É assim que é conhecido o Centro Técnico Estadual de Educação Rural (Centec) Abaitará, localizado em Pimenta Bueno, e que teve a abertura do ano letivo realizada em solenidade oficial na tarde de terça-feira (5). O ensino é integral, funciona em formato de internato e integra Ensino Médio com os cursos de Agroecologia, Agronegócio e Agropecuária.

Os professores do Abaitará são capacitados, muitos possuem mestrado e doutorado e as aulas práticas contam com extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). ‘‘Estamos com uma equipe boa, nossos professores estão bem engajados. Tivemos uma semana pedagógica onde alinhamos os trabalhos. 2018 promete em Abaitará’’, garante o diretor geral Marcos Brauna.

São nove salas de aula, biblioteca, sala de informática, alojamentos masculino e feminino, refeitório, quadra esportiva, além de aviário, aprisco e áreas verdes para aulas práticas. ‘‘Sair com uma profissão, isso já tem uma grande diferença nesse mundo tão competitivo’’, afirma o diretor. Atrativos que têm conquistado estudantes de vários cantos de Rondônia.

Em 2015, eram 120 alunos; em 2017 subiu para 270 e agora já são cerca 320. A maioria dos alunos são filhos de agricultores. Também tem aumentado a presença de indígenas. São cerca de 50 de 16 aldeias. ‘‘É a escola de maior inclusão do Brasil. Não tem nenhuma escola no Brasil com essa quantidade de indígenas e ainda mais no Ensino Médio com educação integrada’’, avalia a presidente do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia (Idep), Adir Josefa de Oliveira.

 

A indígena Elizanete Wajuru sonha com um futuro melhor parra ela e seu povo através do ensino de qualidade oferecido pelo Abaitará

Para a indígena Elizanete Wajuru, que faz curso técnico em Agroecologia, o Abaitará trouxe a oportunidade que faltava para ela não só sonhar, mas ter a certeza que o futuro será melhor. ‘‘Eu já estava sem estudar há dois anos, foi quando surgiu o Abaitará e decidi aproveitar essa oportunidade. Vou poder ajudar meu povo com o plantio do cacau, café, banana, construir uma horta na escola da aldeia, que precisa, ter um futuro melhor’’, conta Elizanete.

VISIONÁRIO

Criado em 1982, o Abaitará retomou as atividades com um nova reformulação na gestão Confúcio Moura. ‘‘De 2013 para cá o Abaitará tem se consolidado como uma escola técnica de Nível Médio’’, avalia o diretor. Para a presidente do Idep, com o Abaitará, Rondônia saiu na frente no Brasil.

‘‘O Abaitará é um projeto vitorioso do governador Confúcio Moura. Eu diria até que é um dos maiores acertos que ele teve, porque ele não desconectou o desenvolvimento econômico do social, e ele teve a felicidade de olhar a nossa vocação, que é o agronegócio. Isso ainda em 2013, quando a gente ainda nem estava no país o novo Ensino Médio. E eu mesma levei a proposta do Abaitará para o MEC como uma proposta exitosa que Rondônia já faz’’, afirma a presidente.

Em um país onde apenas cerca de 15% dos jovens chegam ao Ensino Superior, a presidente defende que é importante a oferta de cursos profissionalizantes para garantir uma vida profissional digna e dar mais oportunidades para a juventude brasileira. Em Rondônia, os cursos profissionalizantes estão alinhados com a vocação do Estado.

‘‘Poder focar no jovem e manter eles dentro da base, que é o agronegócio, é a grande aposta para o crescimento econômico do Estado. Estamos verificando as demandas de formações profissionais e ampliado oportunidades para emprego, empreendedorismo e para a própria geração de renda’’, disse a presidente.

É o que não falta são jovens atrás de uma oportunidade. No curso de agropecuária, por exemplo, foram cerca 400 inscritos para 80 vagas. As estudantes Marlene Marques de Almeida, de Nova Mamoré, e Camila Gabriela Silva,de Pimenta Bueno, foram aprovadas nesse acirrado processo seletivo e comemoram.

Marlene e Camila começaram a estudar no Abaitará este ano

Marlene, assim como muitos estudantes, se interessou em estudar no Abaitará por recomendação de outros estudantes. ‘‘Meu primo se formou no ano passado e disse pra mim que aqui era muito bom, tem bons professores e eu quis vir, e mesmo sabendo que só verei minha família a cada seis meses, devido à distância, eu decidi aproveitar essa oportunidade, porque é o melhor pra mim. Era a chance que eu queria e consegui’’, conta Marlene que acredita que dessa forma vai ajudar mais os pais que têm fazenda.

‘‘Eu fiquei sabendo do Abaitará através de alguns amigos que estudam aqui e me falaram que aqui tinha um ensino muito bom. Me inscrevi no processo seletivo e quando vi que eu havia sido aprovada fiquei muito feliz, porque meus pais não têm condições de pagar uma faculdade para mim e aqui já vou sair com um curso profissionalizante e vou conseguir ajudar minha família, que tem sítio e criar gado. Eu espero que o Abaitará transforme a minha vida’’, afirma Camila.

A expectativa de Camila já é uma realidade para o estudante Stuart Matos dos Santos, que chegou ao Abaitará em 2016 e conclui o Ensino Médio este ano. Filho de agricultores, ele escolheu fazer Agroecologia, mas dentro da escola, que possui um laboratório de informática, ele descobriu seu verdadeiro potencial. Ele evoluiu tanto que hoje ajuda a ensinar os novos alunos.

‘‘Meu pai estudou aqui em 1986, mas acabou desistindo e eu quis dar continuidade a essa oportunidade que ele não soube aproveitar. Os profissionais são muito qualificados e o Abaitará só acrescentou em minha vida. Se ele não existisse, eu seria só mais um estudante que terminaria o Ensino Médio e ficaria sem oportunidade de emprego. Agora não, quando eu sair daqui, vou sair realizado e sabendo o que quero. Vou fazer licenciatura em informática’’, afirma Stuart.

Assim como Stuart, muitos estudantes tem a chance de mudar o próprio futuro no Abaitará e são preparados para contribuir com o desenvolvimento sustentável de Rondônia.

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Fonte
Texto: VanessaMoura
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Brasil, Capacitação, Distritos, Economia, Educação, Evento, Governo, Inclusão Social, Municípios, Sociedade


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