Governo de Rondônia
Quarta, 19 de junho de 2019

PREVENÇÃO

Combate e o controle à cigarrinha das pastagens são debatidos em seminário na Embrapa em Porto Velho

01 de setembro de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

Seminário realizado em Porto Velho

O combate e o controle à cigarrinha das pastagens foram debatidos em um seminário reunindo entidades federais, estaduais, órgãos sindicais, membros da cadeia produtiva e especialistas, nesta quarta-feira (31), iniciado às 9h e indo até as 18h, no auditório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Porto Velho.

“Tive mais de 60% dos pastos destruídos pelas cigarrinhas das pastagens. Fiquei arrasado, sem os pés no chão, vendi grande parte do meu gado e levei dez meses para recuperar os quase 200 hectares da minha propriedade”, relatou Homero Cambraia, tesoureiro da Associação dos Produtores Rurais de Rondônia (Aprro).

Cambraia explicou que sempre conviveu com a praga, que ocorre normalmente entre janeiro e fevereiro de cada ano, mas que, em outubro de 2016, ocorreu um fato inusitado, quando um grande aumento da população da cigarrinha das pastagens devastou não só a sua fazenda, mas as dos vizinhos na região rural de Porto Velho.

Cesar Teixeira, engenheiro agrônomo e doutor em entomologia da Embrapa, realizou palestra descrevendo o inseto, seus ciclos biológicos, danos causados, manejo integrado e as medidas que visam a eficiência do controle biológico e químico.

“As pastagens de Rondônia são constituídas, principalmente,  pelos ‘capins braquiárias’ que, ano após ano, durante a estação das chuvas, vem sofrendo danos severos causados pelas cigarrinhas das pastagens, a principal praga dos pastos do Estado”, explicou Teixeira.

O presidente da Embrapa de Rondônia, Alaerto Luiz Marcolan, explica que neste período de chuvas, já foram identificados até cinco picos populacionais das cigarrinhas, dentre elas: Deois incompleta, Deois flavopicta, Mahanarva fimbriolata e Notozulia entreriana.

Marcolan esclarece que diversas plantas resistentes ao inseto estão sendo inseridas nos pastos do Estado, tais como: BRS Paiaguás, BRS Piatã, Xaraés, Marandú, Braquiarinha, BRS Tupi, BRS Zuri, BRS Tamani, Mombaça, Tanzânia, Massai, BRS Quênia, BRS Capiaçu e BRS Kurumi. Todas testadas e aprovadas.

O presidente da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Anselmo de Jesus, falou dos prejuízos causados ao rebanho bovino do Estado, com mais de 13 milhões de cabeças, pois sem as pastagens adequadas, tem seu desenvolvimento e produtividade reduzidos, provocando perda de animais e queda nos preços de mercado.

O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, ressaltou os enormes prejuízos causados pela praga, mais extensos que aos causados pela febre aftosa -erradicada em Rondônia-, mas que, diferentemente da doença que acomete o gado bovino, o combate e controle da cigarrinha das pastagens demanda mais tempo e recursos.

O constante aprimoramento dos técnicos e extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e também dos produtores rurais; a constante correção do solo, inicialmente com calcário e posteriormente com adubos orgânicos; tecnificação das propriedades e replantio usando capins mais resistentes, são medidas básicas indispensáveis para um efetivo controle da praga.

“Vejo este seminário como um passo concreto rumo ao controle definitivo desta praga e o Governo de Rondônia está fazendo e fará tudo ao seu alcance, em parceria com órgãos federais, sindicatos, cooperativas agrícolas, membros da cadeia produtiva e especialistas, para que, assim como a aftosa, possamos nos ver livres da cigarrinha das pastagens, pois sabemos que é um caso sobrevivência para o homem do campo e de toda a nossa sociedade”, definiu Padovani.

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Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Amabile Casarin
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Agropecuária, Capacitação, Distritos, Ecologia, Economia, Empresas, Evento, Fundo Proleite, Governo, Indústria, Infraestrutura, Meio Ambiente, Municípios, Piscicultura, Rondônia, Saneamento, Saúde, Serviço, Servidores, Tecnologia, Terceiro Setor


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