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Segunda, 17 de maio de 2021

Machadinho do Oeste

Comprometimento de professores gera maior credibilidade de escola pública

26 de junho de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Professor Antônio e outros docentes

Professor Antônio e outros docentes

Com 27 anos de magistério, o professor Antônio Aparecido da Silva, 51 anos, é um dos mais antigos e por três vezes diretor da escola estadual Professora Maria Conceição de Souza, tradicional colégio de ensino fundamental de Machadinho do Oeste e que recebeu na última quarta-feira (25) uma quadra poliesportiva, quatro novas salas de aula, área de convivência coberta e uma moderna cozinha.

Segundo o professor “Toninho”, como é conhecido entre os cerca de 300 alunos matriculados e que agora podem assistir às aulas em salas climatizadas e uma parte em período integral, o bom índice de comprometimento de todo o corpo docente, associado ao modelo de gestão compartilhada e democrática são fatores responsáveis pelo alto índice de credibilidade do colégio junto à população, comparado, às vezes, com escolas particulares de bom padrão do Estado.

A coordenadora pedagógica, professora Jaqueline, disse que nesse tipo de ação permanente predomina também a participação e a integração dos professores e alunos,resultado de um trabalho em equipe bem coordenado

Coordenadora pedagógica Jaqueline

Coordenadora pedagógica Jaqueline

incentivado pela direção. Ela ressalta ainda que a escola conta com professores habilitados e preocupados com o processo de ensino e aprendizagem. “Sou testemunha desse esforço e da dedicação da direção em correr atrás da realização dessas obras indispensáveis à melhoria da qualidade da educação”.

As obras de reforma e ampliação da escola, inclusive o espaço da biblioteca, inauguradas pelo governador durante o cumprimento da nova agenda de trabalho no município de Machadinho do Oeste, era uma antiga reivindicação dos professores, como sempre foi também a luta pela climatização das salas de aula. “A falta de ar condicionado em sala de aula,era um dos maiores problemas que nós tínhamos aqui. Se não o maior deles,embora hoje esteja solucionado”, disse Souza.

Outro problema era a poeira na área de recreação, que não possuía piso de concreto e causava sérios prejuízos à saúde das crianças. Ainda há, por aqui, problemas de falta de pessoal para ampliar o programa do ensino integrado “Mais Educação”. No entanto, é importante dizer que houve avanços em todos os níveis do ensino nos últimos três anos.

“Toninho” explica que o ensino integral é um programa “excelente”, contribui para o resgate da boa qualidade do ensino e estimula ainda mais ações de cidadania e de prevenção contra o desvio social de alunos, com níveis de desajustes familiares e que a escola acompanha por meio de uma equipe multifuncional da Seduc e palestras dos próprios professores locais. “Ainda são poucos os casos e uma das vantagens do ensino integral é evitar que a criança fique na rua”.

Mas é um programa que, de acordo com o professor, deve vir acompanhado do reforço de pessoal especializado, pois se torna difícil cuidar de crianças em tempo integral com um quadro pequeno de professores.

A professora Cássia Regina Nogueira assinala que salas mais amplas e bem climatizadas impedemqueo som que vem de fora do ambiente interfira no espaço interno. “Isso reflete de forma positiva no processo de ensino e aprendizagem”.

Novo conceito de biblioteca

Bibliotecária Febronia Correia

Bibliotecária Febronia Correia

O nome da escola é uma homenagem a outra antiga professora e que deu um grande exemplo de profissionalismo e dedicação ao magistério na luta que travou contra o câncer. “Toninho” contou ter sido convencido por Maria Conceição de Souza a continuar lecionando, após tomar a decisão de pedir exoneração do cargo público, após um desentendimento com um aluno de outra escola onde lecionou.

Na biblioteca se constata outra inovação. A unidade segue os novos conceitos de divulgação do conhecimento. Depois dai inauguração em 2011, passou a abrir as portar também para a comunidade. A pedagoga Febronia Correia ingressou na área da educação em 1997, e lecionou durante cinco anos. Mas agora conseguiu fazer um curso de capacitação, por meio de uma parceria da União com o Sesi,e deixou a sala de aula para desenvolver o projeto da biblioteca comunitária. “Além dos moradores do bairro, estudantes universitários também participam das atividades de pesquisa bibliográfica em diferentes campos”, frisa.

escola estadual Alberto nepomuceno  (3)A escola possui um bom acervo bibliográfico e após a informatização também se tornou possível incentivar mais os alunos. Atualmente, todas as turmas participam do projeto uma hora de leitura por semana. “É algo quase obrigatório e os resultados são muito bons”.

Na escola de ensino fundamental e médio Alberto Nepomuceno, onde foi construído um bloco com novas cinco salas de aula,segundo a diretora, professora Marisa Brandelero,tudo está sendo preparado para a implantação do ensino integrado a partir de 2015.

Já chegaram as centrais de ar condicionado e o programa “Mais Educação” vai ser o grande diferencialpara o salto na melhoria da qualidade do ensino. Nesse processo, segundo ainda a direta, não poderia faltar a climatização das salas, que contribui inclusive para que o aluno não fique entrando e saindo do ambiente com o pretexto de fugir do calor.

Alunos da Escola Nepomuceno (8)


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Fonte
Texto: Abdoral Cardoso
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Educação, Governo, Infraestrutura, Rondônia, Sociedade


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