Governo de Rondônia
Domingo, 16 de junho de 2019

SAÚDE

Dia Estadual de Mobilização para Controle da Hanseníase conta com atendimento em Carreta da Saúde, em Porto Velho

06 de julho de 2018 | Governo do Estado de Rondônia

Carreta da Saúde ficou estacionado próximo ao Palácio Rio Madeira prestando atendimentos e esclarecimentos sobre a Hanseníase

 

O Brasil está entre os países que não eliminou a hanseníase como problema de saúde pública. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que em 2016 foram notificados 25.218 novos casos da doença, perfazendo uma taxa de detecção de 12,2/100 mil habitantes. Esses parâmetros classificam o país como de alta carga para a doença, sendo o segundo com maior número de casos novos registrados no mundo. Nesse ranking, Rondônia ocupa a 6ª posição entre os estados com maior índice da doença. No ano passado foram diagnosticados 517 novos casos de hanseníase, no Estado.

Essa estatística negativa foi tematizada durante o evento de comemoração ao Dia Estadual de Mobilização para o controle da Hanseníase, realizado no Palácio Rio Madeira, na manhã desta sexta-feira (6), com o objetivo de chamar a atenção para o combate à doença. A Carreta da Saúde Hanseníase, que faz parte do projeto Roda Hans, ficou estacionada, durante toda a manha, nas proximidades do Palácio, com atendimento para a população.

A Unidade de Saúde Itinerante prestou atendimento aos moradores de Porto Velho, nas zonas Sul e Leste. Em três dias de consultas foram identificados 10 novos casos da doença. “É uma doença milenar, citada na Bíblia e que há cerca de 18 anos sonhávamos em erradicar do nosso país”, disse Luiz Eduardo Maiorquim, secretário estadual de Saúde. “Mas por falta de políticas consistentes não conseguimos alcançar nossos objetivos. Acreditamos que existem muitas doentes no estado que não estão diagnosticados, mas podemos evitar que essas pessoas desenvolvam a doença e sofram sequelas, pedimos aos municípios que engajem ao atendimento da carreta, assim teremos mais diagnósticos feitos, tratamentos realizados e redução de exposição da população”, destacou.

Arlete Baldez, coordenadora da Agência Estadual de Vigilância em Saúde, lembrou que nos comportávamos como se a hanseníase tivesse desaparecido. “mas não é bem assim, o problema existe e é muito importante diagnosticar a doença precocemente. Precisamos nos unir cada vez mais nessa luta para tirar a hanseníase como problema de saúde pública em nosso Estado”.

Abertura da Campanha Estadual de Controle da Hanseníase, em Porto Velho

Entre os convidados para o evento, esteve Carmelita Ribeiro, coordenadora nacional da Hanseníase, ela lembrou que a Carreta circula no país há cerca de 15 anos e ainda não havia sido disponibilizada para o Estado. “Incluímos Rondônia na programação prevendo a atuação dos profissionais no Estado no dia 07 de julho, Dia Nacional da Hanseníase”, relatou. Ela destacou que Rondônia dá prioridade ao combate da hanseníase.

Também em Rondônia, foi o lançado um vídeo elaborado pelo Ministério da Saúde com temática hanseníase, por meio do programa Viva Mais Sus. O vídeo exibido resume a história de uma paciente que venceu a doença.

Entre as ações previstas na Carreta da Saúde Hanseníase consta a capacitação de profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde para que reconheçam a doença em seu estágio inicial. As capacitações foram ministradas pela médica Maria Kátia Gomes, dermatologista, especialista em hanseníase.

HANSENÍASE

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae. A magnitude e o alto poder incapacitante mantêm a doença como um problema de saúde pública. Em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 143 países reportaram 214.783 casos novos de hanseníase, o que representa uma taxa de detecção de 2,9 casos por 100 mil habitantes.

 


Fonte
Texto: Mineia Capistrano
Fotos: Jeferson Mota
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Brasil, Governo, Rondônia, Saúde


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