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Quarta, 18 de setembro de 2019

COMBUSTÍVEL LIMPO

Distribuição de gás natural em Rondônia é discutida entre Rongás e Agero

11 de dezembro de 2018 | Governo do Estado de Rondônia

Campo de gás natural Urucu, no Amazonas

A Companhia Rondoniense de Gás (Rongás) em parceria com a Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Rondônia (Agero) viabilizam a oferta de gás liquefeito para o Estado de Rondônia. A previsão é de que o transporte do gás seja feito via fluvial ou terrestre. Atualmente o setor comercial da Rongás levanta possíveis compradores para esse gás visando criar mercado em alguns setores comerciais no Estado.

A Rongás apresentou o plano comercial da empresa para a Agero detalhando a distribuição do gás natural em Rondônia. Marcelo Borges, diretor presidente da Agero, explicou que entre as atribuições da Agência está o de regular e fiscalizar esse setor, por isso a cada quatro meses, representantes das duas instituições se reúnem para discutir os trabalhos de prospecção de demanda e oferta. “E principalmente no que diz respeito à aquisição e transporte desse gás para Rondônia”, ressalta Marcelo.

No ano de 2017, a Rongás aprovou um plano estratégico visando ser indutor de uso comercial do gás natural, biogás e biometano, em Rondônia e com isso estimular o suprimento de gás no Estado, bem como melhorar os processos de gestão e governança da Rongás e desenvolver negócios de gás natural, com agregação de valor para este seguimento.

Há mais de 10 anos existe a expectativa de suprimento de gás natural, por meio de um gasoduto que transportaria o produto até Porto Velho a partir do campo de Urucu, porém até o momento este projeto não foi viabilizado, por isso, a diretoria da Rongás optou por buscar formas alternativas e novas tecnologias para o suprimento no Estado de Rondônia.

As alternativas escolhidas para o suprimento são: o gás natural liquefeito (GNL) oriundo de fontes internacionais e utilizando o modal fluvial (Rio Amazonas e Rio Madeira); o biogás obtido através da biodigestão de biomassa e resíduos sólidos (aterros sanitários) e distribuição através do modal gasoduto virtual (rodoviário) para o gás na forma líquida ou comprimida.

Em relação ao biogás, a Rongás vem participando de diversos fóruns de biogás e biometano e promove visitas a usinas de produção de biometano e de metanização, bem como a entidades de pesquisas em Rondônia, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Além disso, iniciou os primeiros contatos com empresas do seguimento e realizou visita ao aterro sanitário de Cacoal, para avaliar a possibilidade de aproveitamento local do biogás produzido no aterro.

Os levantamentos acerca da demanda por gás natural no Estado estão sendo feitos através de reuniões com as entidades, como a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e a Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura (SEDI), além de contato com grupos empresariais.

Foram feitas avaliações das oportunidades no setor da termoeletricidade (Termonorte e UTE do sistema isolado) e estão em andamento a prospecção nos outros mercados. No setor de Cerâmica, foi realizada visita à Cerâmica Rosalino, em Cacoal, que representa caso típico da indústria ceramista do polo de Cacoal e Pimenta Bueno. Na ocasião, foi identificada a importância que o uso do gás natural pode representar para a realização do produto final da indústria. “O suprimento de gás natural ao Estado é importante na inserção na economia de baixo carbono”, destaca Heden Cruz, diretor técnico e comercial da Rongás.


Fonte
Texto: Mineia Capistrano
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Brasil, Governo, Indústria, Rondônia


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