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Domingo, 13 de junho de 2021

POLÍCIA MILITAR

Em aula inaugural, futuros soldados ouvem noções de compromisso, rigor ético e defesa da sociedade

20 de outubro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

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Aula inaugural dá início a seis meses de curso para futuros policiais militares em Rondônia

Jovens nascidos em Rondônia ergueram as mãos, ouvindo frases de estímulo do vice-governador Daniel Pereira: “Vocês são vencedores, escolheram o melhor caminho; a nossa PM é uma das instituições que mais transmitem segurança e confiança”.

Esse foi um dos momentos emocionantes da aula inaugural do curso de formação de soldados da Polícia Militar de Rondônia, hoje (20), na Igreja Evangélica Ministério Cristão Nova Aliança, na Avenida José Vieira Caula, em Porto Velho.

Do total de 15 mil inscritos no concurso no ano passado, 445 estão aptos a participar do curso que terá duração de seis meses e no qual estudarão legislações, ética profissional, ordem unida, direitos penal, constitucional e humanos, com fundamentos na hierarquia e na disciplina.

“A população tem a ganhar com a presença dos senhores”, afirmou o vice-governador Daniel Pereira na solenidade.

“Se você fizer boas coisas, colherá coisas boas. Perguntaram a um sábio indiano [Acharya Kanad] se a bomba atômica acabaria com os homens, e ele respondeu: se eles forem bons, acabarão com ela”, lembrou o vice-governador.

Pereira apresentou em audiovisual o histórico das PMs no Brasil. A mais antiga é a de Minas Gerais, criada em 1775. Mencionou a extinta Guarda Territorial de Rondônia, criada em 11 de fevereiro de 1944.

Aos futuros soldados, o comandante geral da PM, coronel Nilton Kisner, explicou que o PM já não é “apenas ostensivo”, porém, “mediador de conflitos”. “É um trabalho nobre, conjunto, paciente e em equipe; nenhum de vocês agirá sozinho à frente ou na retaguarda”, alertou.

O capelão militar tenente-coronel Josué Marrieli citou Romanos 8:31: “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?. Apelando em seguida: “Cuide de nossa PM, Senhor, cuide de nosso Estado”.

“Jamais percam de vista os princípios e posturas, rigor ético, compromisso, hierarquia e disciplina”, recomendou o secretário estadual de Segurança, Defesa e Cidadania, Antônio Carlos dos Reis.

SOCIEDADE CONFIA E FAZ COBRANÇAS

O secretário considerou “uma vitória” o governo abrir contratações na atual conjuntura econômica do País e lembrou resultados de pesquisas demonstrando que 80% da população confia na instituição.

“Inicialmente, vocês terão dificuldades, pois estão deixando o mundo civil e se deparam com o mundo desconhecido, mas o apoio de oficiais e praças permitirá que sejam alcançados seus objetivos no policiamento, em missões e operações que ocorrerão a qualquer dia e hora, faça chuva ou faça sol”, disse o diretor de ensino da PM, tenente-coronel Neurismar.

O diretor lembrou que atualmente a sociedade cobra atuação rigorosa da Polícia Militar e ela deve estar preparada para enfrentar situações diversas: “Antigamente, a arma na cintura resolvia tudo; hoje a violência cresceu e nós temos que combatê-la, portanto, vistam o sangue azul, vistam a nossa farda que deve ser por todos respeitada”.

Para ele, a “carga horária pesada” será fundamentalmente enfrentada pelo “empenho e a perseverança de cada um”.

AULA DE HISTÓRIA

Na aula, o vice-governador Daniel Pereira explicou a cobrança do quinto [imposto cobrado pela Coroa portuguesa, correspondendo a 20% do metal extraído], questionando a “atual e absurda carga tributária brasileira”.

“Durante aquele período [Inconfidência Mineira], o único pobre morreu: Tiradentes, enfrentando o que enfrentou”, observou.

O vice-governador também citou o marechal Deodoro da Fonseca, militar, político, proclamador da República; o capitão médico da PM de Minas Gerais e presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira; general Miguel Costa e a Coluna Prestes; o governador Confúcio Moura, que foi sargento da PM em Goiás; a Missão de Paz da Organização das Nações Unidas; policiais controladores de voo e bombeiros, incluindo o Grupamento de Operações Aéreas (GOA).

Pereira apresentou ainda dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelando que os custos da violência no País estão avaliados em 10%, perfazendo 15% do Produto Interno Bruto. Mencionou o Mapa da Violência que aponta 56 mil homicídios por ano; 4º lugar no mundo em acidentes de trânsito; 3º em vítimas do cigarro, entre outras estatísticas.


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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ademilson Knightz
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Capacitação, Cursos, Educação, Governo, Justiça, Legislação, Rondônia, Segurança, Serviço, Servidores, Sociedade, Solidariedade, Trânsito


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