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Sexta, 28 de fevereiro de 2020

EDUCAÇÃO

Escolas de Rondônia começam a analisar mediação de conflitos a partir deste mês

01 de agosto de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

chegada dos alunos (8) Plano piloto da Seduc buscará paz escolar em Porto Velho

Plano piloto da Seduc buscará paz escolar em Porto Velho

Como estabelecer a convivência pacífica em escolas? A resposta se denomina mediação de conflitos, e dela podem participar escolas e voluntários, notadamente vizinhos.

Terminado o período de férias, o projeto-piloto da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) será executado entre os meses de agosto e novembro, inicialmente em quatro escolas da Capital.

A informação foi dada pelo diretor técnico Legislativo do Governo de Rondônia, Helder Risler de Oliveira, que defendeu tese de mediação de conflitos na Universidade Complutentse de Madri (UCM), na Espanha. Termo de cooperação vem sendo firmado entre o Governo de Rondônia e aquela instituição. O processo na Seduc encontra-se em final para aporte de recursos e terá a interveniência da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa em Rondônia (Fapero).

Rondônia é o primeiro estado brasileiro a regulamentar a Lei Federal nº 13.140/15, que incentiva a mediação de conflitos em todos os níveis. Foi pela Lei nº 3.802/16, que instituiu marco normativo para o Sistema Escolar de Convivência.

O diretor explicou como funcionará. “Não haverá imposição. Cada escola tem suas características e por isso reunirá servidores, pais de alunos e a comunidade geral para informar que tipo de problema deve ser estudado e qual será a proposta para se obter a pacificação no âmbito escolar”.

A mediação e gestão de projetos será oferecida às 18 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), e elas indicarão participantes para o diagnóstico de cada caso.

“Na verdade, não apenas o aluno pode representar o problema a ser resolvido; há situações em que ele próprio será mediador, elevando sua autoestima”, disse Helder.

“Para cada cinco escolas deverá ser indicado um membro da respectiva CRE e o professor pós-graduado em psicologia detectará e debaterá com outros agentes a solução dos problemas”, informou o gerente de formação e capacitação técnica e pedagógica da diretoria geral de educação da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Marcos Antônio Shreder da Silva.

A gerência fez um mapeamento inicial de diversas situações consideradas “epidêmicas”, porém, só agora poderá amenizá-las.  O governo abriu cinco vagas para a primeira turma de doutorado em psicologia, por meio de parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e a Faculdade Católica de Rondônia, em Porto Velho.

O Plano Estadual de Educação projeta, para os próximos dez anos, a elevação do número de mestres e doutores nessa área, com ênfase para cognição humana, psicologia clínica e psicologia social. O curso foi viabilizado pela Seduc na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.

NO ENTORNO DA ESCOLA

Diretores, inspetores, professores, demais servidores, pais e vizinhos da escola podem colaborar na elaboração do plano de convivência.

“A comunidade no entorno da escola é importante para estabelecer esse plano. Na Espanha, ele funciona há mais de 20 anos”, comentou o diretor técnico legislativo.

Ele reiterou que o governo espera mudanças de comportamento dentro das escolas, promovendo a cultura da paz e da igualdade entre os cidadãos (comunidade escolar).

SAIBA MAIS
Pesquisadores espanhóis desenvolvem projeto de mediação de conflitos em escolas da rede estadual de Rondônia


Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Água, Assistência Social, Brasil, Capacitação, Comunicação Interna, Convênios, Cultura, Distritos, Educação, Empresas, Governo, Inclusão Social, Informativo, Interno, Justiça, Legislação, Lei da Informação, Meio Ambiente, Municípios, Polícia, Rondônia, Saúde, Segurança, Serviço, Servidores, Sociedade, Solidariedade


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