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Domingo, 19 de maio de 2019

VIDA PLENA

Família deve apoiar idosos para que eles tenham vida saudável e cheia de alegria, afirmam especialistas

19 de janeiro de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

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Atividades durante a semana do Idoso atraíram grande número de pessoas em Porto Velho, no ano passado

Com a expectativa de vida superior a 70 anos, os rondonienses precisam se cuidar para viver bem e plenamente. Mas para isso, o apoio da família é fundamental.

Thiago Sitta, psicólogo da Secretaria de Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), disse que a família acaba superprotegendo o idoso, e que com isso a sua liberdade e autonomia ficam fragilizadas, bem como, suas escolhas quanto a sua vida. Essas pessoas precisam de suporte social e inserção comunitária.

“Os idosos se mantêm ativos fisicamente e sexualmente. As pessoas precisam entender isso, e tranquilizar esse grupo social, colocando-o para a frente”, recomendou Thiago.

“A cidade de Porto Velho apresenta alguns programas para os idosos, mas muitos ainda não se decidem pela aposentadoria por pensar que vão acordar cedo e não ter nada para fazer”, destacou Fernanda Bilibio, enfermeira do Núcleo de Saúde e Qualidade do Servidor da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep).

Segundo a enfermeira, envelhecer não é ruim e nem se aposentar. Para ela, o que dificulta é a adequação para uma nova atividade, como exercícios para o corpo e para a mente. A enfermeira considera que ler é a atividade que em nenhuma idade pode faltar. “A leitura expande a imaginação, a criatividade e ajuda no raciocínio”, pondera Fernanda.

Também servidora da Segep, Ana Amélia trabalha com projeto da transposição com aposentadoria, cita que alguns idosos fazem atividades manuais, e essa atividade pode virar fonte de renda extra caso se aposente. Outro fato ressaltado por Ana é que os integrantes do grupo da terceira idade devem ler, conversar e não se fechar para o mundo, pois assim manterão relações e exercitando o cérebro. “Quando os idosos se aposentam, eles não ficam com o tempo livre no antigo horário de trabalho. Eles devem buscar atividades prazerosas que queriam fazer mas estavam no trabalho”, orienta Ana.

Marilú Gonçaves Reis tem 65 anos e trabalha no Protocolo Geral da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Para ela, a mudança na idade trouxe hábitos alimentares fundamentais. Hoje, arroz integral, pão integral, gergelim, girassol, castanhas, cevada de cerveja, farinha de banana e linhaça fazem parte da sua alimentação. Marilú disse que viu na televisão que os idosos devem fazer o que gostam. “Adoro dançar, viajar e cantar. Isso me faz bem, eu sinto. Claro que não podemos cometer alguns excessos. Não como frituras, só assados ou grelhados”, observou.

Quando perguntada o que deve fazer uma pessoa do grupo da terceira idade, Marilú respondeu que deve projetar a vida, se amar e vivê-la com saúde. “Eu quero me aposentar, e quando acontecer, já sei o que fazer. Vou pescar, cultivar horta, além de dançar. E vou desenvolver outras atividades, vou ter tempo”, adiantou.

Marilu disse que terceira idade trouxe para ela mudança nos hábitos alimentares

Marilu disse que terceira idade trouxe para ela mudança nos hábitos alimentares

O gerente da Coordenadoria de Políticas da Pessoa Idosa da Seas, o assistente social Osvaldo Teodora, afirmou que está em andamento um projeto de academia para a terceira idade ao ar livre e que vai começar com a implantação em 26 municípios. Este projeto será destinado a associações, casas de apoio e praças, conforme forem solicitados pelas prefeituras.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), enquadra-se no grupo de terceira idade, pessoas acima de 60 anos. A ONU, na sua primeira Assembleia Mundial sobre envelhecimento, elaborou o Plano Internacional de Viena sobre envelhecimento, com pontos para ação na saúde, habitação, família, bem estar social, segurança e educação dos idosos.

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Fonte
Texto: Maximus Vargas
Fotos: Daiane Mendonça e Maximus Vargas
Secom - Governo de Rondônia

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