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Sábado, 12 de junho de 2021

CONSCIENTIZAÇÃO

Fórum sobre captação e transplantes enfatiza a importância da autorização para doação de órgãos

14 de agosto de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Fórum em Cacoal mostra a importância da doação órgãos

Fórum em Cacoal mostrou a importância da doação de órgãos

Pelo menos seis casos de morte encefálica foram diagnosticados no Hospital Regional de Cacoal neste ano. Esses pacientes se tornaram potenciais doadores de órgãos, mas as respectivas famílias não autorizaram. Situações como esta, conforme a nefrologista, Concepcion Guevara de Delgados, colocam em risco a vida de muitos cidadãos que aguardam na fila de espera.

Segundo ela, no ano passado houve 31 casos de morte encefálica em todo o Estado de Rondônia. Em 20 desses casos houve a recusa por parte da família. Já neste ano, foram diagnosticados 16 casos e em 12 deles a família não autorizou a doação de órgãos.

Esses números foram apresentados durante o Fórum “Doação e Transplante de Órgãos para Salvar Vidas”, realizado no auditório do Hospital Regional de Cacoal, nessa quinta-feira (13). O evento teve como objetivo preparar os profissionais da saúde para a conscientização e sensibilização, e orientá-los sobre a doação de órgãos.

“Tivemos seis pacientes ideais para a doação neste ano, mas 100% de negativas por parte da família. Por isso precisamos conscientizar, educar a população para a importância da doação de órgãos. Uma atitude que salva vidas”, destacou a nefrologista Concepcion Guevara de Delgado.

PESQUISA

Preocupada com o número de negativas por parte das famílias para autorizar a doação de órgãos, uma equipe liderada pelo médico Alessandro Prudente, coordenador da Central de Transplantes de Rondônia, realizou uma pesquisa entre janeiro de 2012 a dezembro de 2014. Foram entrevistadas 69 familiares, das quais 36 se recusaram a autorizar a doação de órgãos.

Durante a pesquisa surgiram os seguintes motivos para as recusas: 30,5% dos entrevistas alegaram que, em vida, o possível doador era contrário à doação; 22,2% disseram ter existido divergências entre a família; 11,1 alegaram não ter havido discussão prévia sobre o assunto; 11, 1% afirmaram estar preocupados com o prazo de entrega do corpo; 8,3% se mostraram preocupados com uma possível desfiguração do corpo; 8,3% defenderam motivações religiosas; e 5,5% não aceitaram o diagnóstico de morte encefálica do paciente.

Profissionais da saúde lotaram o auditório do Hospital Regional de Cacoal

Profissionais da saúde lotaram o auditório do Hospital Regional de Cacoal

Conforme o coordenador da Central de Transplantes de Rondônia, existem hoje em Rondônia 42 pacientes aguardando por transplante de rins, desse total, seis são de Cacoal. Além disso, existem 140 pacientes realizando exames e avaliações para entrarem na fila de espera. “A necessidade de transplantes renais em Rondônia, para manter equilibrada a fila de espera, é de 60 transplantes anuais”, alertou o médico.

De acordo com o diretor do Complexo Hospitalar de Cacoal, Marco Aurélio Vasques, a captação de órgãos e a realização de transplantes são bons exemplos da evolução da saúde pública em Rondônia. “A saúde sempre será uma preocupação para o governo, e aos poucos temos avançado. Na questão da doação de órgãos, o avanço foi gigantesco, mas precisamos do apoio da comunidade. Precisamos nos conscientizar da importância da doação, um gesto que salva vidas. Temos que pensar que não sabemos quando alguém de nós pode precisar de um órgão, por isso se temos a chance, precisamos ser sempre solidários com quem precisa”, argumentou o diretor, lembrando que no ano passado foi realizado em Porto Velho o primeiro transplante de rins do estado.


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Fonte
Texto: Giliane Perin
Fotos: Giliane Perin
Secom - Governo de Rondônia

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