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Domingo, 16 de maio de 2021

Governo cria polícia turística

30 de janeiro de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

De acordo com o superintendente da Setur, Júlio Olivar, nos próximos dias será assinado acordo de cooperação técnica com a Sesdec prevendo a criação de um pelotão da Policia Militar com a denominação de “Polícia Turística”.

Para a formação do contingente, a Sesdec vai publicar Edital convocando policiais militares da reserva. “Não se faz turismo sem segurança, sobretudo nos espaços públicos indutores dessa modalidade” disse Júlio complementando: “Somente na Praça da EFMM, por exemplo, mais de 5 mil pessoas se movimentam por final de semana, sendo necessário um policiamento que seja diferenciado, capaz de promover a sensação de segurança e o policiamento ostensivo, mas também servir de referência para informar e orientar a população”. Os policiais selecionados passarão por treinamento específico. Outro diferencial do contingente da Polícia Turística será quanto ao uniforme. “A farda constará de um braçal específico com a nomenclatura “Polícia Turística” e as viaturas também terão uma identidade visual específica”, disse Júlio.

A Setur encaminhou ao secretário de segurança Marcelo Bessa minuta com a proposta, de que o contingente inicial da Polícia Turística seja integrado por 16 homens. Inicialmente essa Polícia vai atuar na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Complexo da Igreja de Santo Antônio.

 

Santo Antônio – Onde tudo começou

Na área onde está a igreja de Santo Antônio distante 7 quilômetros do centro da capital do Estado, havia uma cidade mato-grossense, Santo Antônio do Rio Madeira, que foi extinta em 1945, quando as terras passaram a fazer parte do Território Federal do Guaporé, hoje Estado de Rondônia. Daquele tempo, apenas a igreja que completou 100 anos em 2013 existe e é o primeiro patrimônio histórico tombado no âmbito do Estado.

Nas proximidades da igrejinha havia também o Marco Zero, que demarcava a fronteira entre os estados de Mato Grosso e Amazonas. Esse monumento foi derrubado pela ação da usina hidrelétrica que está sendo construída pelo Consórcio Santo Antônio Energia. “Semana passada, o Consorcio devolveu o amontado de pedras que sobrou do marco, sem falar conosco da Setur. O material está lá jogado em frente à igreja”, disse Júlio Olivar. Preocupado com a preservação histórica do acervo, o superintendente da Setur quer saber da direção do Consórcio, onde será instalado o monumento e como se dará a revitalização. “Eu os interpelei oficialmente, solicitando informações técnicas para tomar em seguida as providências cabíveis, inclusive judicialmente se for o caso” disse Júlio.

Questionado se existe alguma ação por parte da Santo Antônio Energia para contenção do barranco e outras ações como a restauração da igreja, Júlio esclareceu:

“Sobre o barranco, não sei informar por ora”, disse Júlio.  A igreja já passou por ampla reforma, há um ano, por intervenção direta da Setur com apoio da Prefeitura.  “Desde o primeiro dia do Governo da Cooperação a gente mantém na igreja, pela primeira vez em cem anos, um servidor do Estado, que faz às vezes de zelador e de guia turístico. É o senhor Antônio Moisés, membro da própria Comunidade de Santo Antônio, é o que mais tem detalhes da história afim”.

Recentemente, a Usina Santo Antônio concluiu a edificação de imóveis e uma oca indígena que serão destinados a atividades culturais e turísticas. Também fizeram escavações arqueológicas na área. “Curioso que retiraram o material arqueológico de lá sem anuência da Setur”. O governo estadual através da Setur está pleiteando que devolvam parte dos objetos para colocar em exposição.

O investimento no entorno da igreja de Santo Antônio foi de R$ 3 milhões. No entanto, fizeram a ação e não têm para quem entregá-la; estado e prefeitura não fizeram previsões para mobiliar os novos pavimentos e uso adequado destes novos espaços públicos; a área está tutelada pela Secretaria de Patrimônio da União.

A Setur está terminando os procedimentos necessários para requerer a área junto à SPU e poder administrá-la adequadamente. É pensamento do superintendente transferir a sede da entidade provisoriamente para o complexo da Igreja, garantindo segurança no uso dos imóveis, além de atendimento aos cidadãos, até que se proceda a reforma do Prédio do Relógio. “Até o final do ano desejamos realizar concurso público para admissão de turismólogo, museólogo e outros servidores necessários à manutenção da memória e da história, presentes neste novo destino turístico maravilhoso que é o complexo da Vila Santo Antônio”, disse Júlio. A estrutura  no entorno da igreja, dispões dos imóveis destinados a café, loja de artesanato, espaço para exposições de artes, museu e ao lado da capela um mirante, de onde se pode observar a Usina de Santo Antônio. “É o bucólico representado pela igrejinha histórica e a monumental obra de engenharia lado a lado, divididas pelo Rio Madeira”, finaliza o superintendente.

Texto: Silvio Santos


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Fonte
Secom - Governo de Rondônia

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