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Terça, 18 de maio de 2021

Governo da Cooperação leva “Água para Todos” a 200 famílias no Vale do Guaporé

24 de fevereiro de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Terminou nesta segunda-feira (24) o ciclo de reuniões da Coordenadoria Estadual do Programa “Água para Todos” com as comunidades contempladas no Vale do Guaporé para constituição das comissões comunitárias de acompanhamento do programa na região.

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Aproximadamente 200 famílias serão beneficiadas com a instalação de sistemas coletivos de abastecimento de água nos distritos de Porto Murtinho e Pedras Negras (em São Francisco do Guaporé) e Forte Príncipe da Beira (em Costa Marques).

De acordo com o coordenador do programa em Rondônia, Natan Oliveira, o objetivo é garantir o acesso à água para as populações rurais dispersas e em situação de extrema pobreza, seja para o consumo próprio ou para a produção de alimentos e a criação de animais.

Em cada localidade é selecionada uma área de 10 metros por 6 metros onde será perfurado um poço de 150 metros de profundidade para captação da água. Caso a área não pertença ao poder público, o cedente deve fazer um termo de doação para manter o caráter comunitário da benfeitoria.

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Além de São Francisco do Guaporé e Costa Marques, os municípios de Porto Velho e Urupá também foram contemplados com o  “Água para Todos” em Rondônia. Com recursos na ordem de R$ 16 milhões, o Governo do Estado entrou com uma contrapartida de 10% do valor total, além da coordenação, execução e fiscalização das obras.

Natan Oliveira destaca que essa demanda nasceu no Estado durante as discussões do Plano Plurianual (PPA) em 2011. “Assim, a inclusão da segurança hídrica como prioridade dessas comunidades levou o Governo da Cooperação a pleitear junto ao Ministério da Integração Nacional a inserção de Rondônia no programa”, explica o coordenador.

O Programa “Água para Todos” integra o Plano “Brasil Sem Miséria”, que foi concebido a partir da necessidade de se universalizar o acesso e uso de água para populações carentes, residentes em comunidades rurais não atendidas por este serviço público essencial.

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Braulio Freitas de Souza, 67, morador do distrito do Porto Murtinho desde 1949 é um dos que mais batalhou pela obtenção desse sistema de abastecimento de água para a comunidade. Ele explica que foi em várias reuniões nos últimos anos e que culminou na audiência do PPA em 2011.

“De primeiro, a gente não acreditava muito que iriam construir esse poço aqui para a gente, mas, fomos batalhando, fomos discutindo e participando de todas as reuniões que a gente podia e está aí, agora é uma realidade que está aparecendo. Hoje trouxeram o geólogo com o GPS para fazer o georreferenciamento de onde vai ser o poço e logo a gente vai ter água tratada para beber em casa”, destaca Braulio de Souza.

Ele ainda reforça que a construção de um sistema de abastecimento de água foi colocada como prioridade porque é uma questão de saúde, “porque saúde não é só ter postinho e médico e enfermeiro, é ter a água tratada para não ter criança com verme, não ter velho doente, então é saúde também”.

Na reunião com os moradores do Porto Murtinho, a comunidade colocou em pauta que há uns dois anos agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) fizeram testes na água dos poços caseiros e que foi detectada a presença de elementos poluentes, não estando plenamente própria para o consumo.

Uma comissão comunitária de acompanhamento do programa foi eleita com três membros, sendo um deles a Agente Comunitária de Saúde da localidade, atendendo às diretrizes federais do programa.


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Fonte
Secom - Governo de Rondônia

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