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Domingo, 16 de maio de 2021

POVOS INDÍGENAS E TRADICIONAIS

Governo e sociedade civil organizada planejam criação de agência de negócios dos povos da floresta em Rondônia

19 de setembro de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

A castanha-do-brasil e outros produtos do extrativismo vegetal estão entre os itens que compõem os negócios dos povos da floresta em Rondônia, e que exigem um meio profissional de comercialização. Com este foco, foi realizada na sexta-feira (16), na sala de reuniões da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), uma reunião entre os entes governamentais e a sociedade civil organizada.

Povos indígenas e tradicionais unidos em busca de mais qualidade de vida

Povos indígenas e tradicionais unidos em busca de mais qualidade de vida

Plácido Costa, coordenador técnico do Pacto das Águas, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), com mais de 13 anos atuando em Rondônia, explicou que a criação de uma agência de negócios dos povos da floresta é necessária para garantir o encurtamento entre as relações dos povos indígenas e tradicionais com o mundo empresarial, suprimindo a figura do atravessador que compra barato e vende caro, bem como, valorizar o trabalho extrativista que não degrada a natureza e garante seu sustento.

Este pensamento é compartilhado tanto pelos órgãos governamentais, quanto pela sociedade civil organizada. A organização Pacto das Águas tem como proposta garantir alternativas de geração de renda às comunidades da Amazônia, em especial os povos indígenas e tradicionais.

O secretário da Agricultura, Evandro Padovani, em nome do governador Confúcio Moura, acolheu as propostas apresentadas pelo Pacto das Águas que vêm ao encontro dos anseios governamentais de resgatar e integrar comunidades indígenas e povos tradicionais.

“Sabemos que são mais de 20 etnias e povos tradicionais em mais de 70 aldeias e locações, em dez municípios de Rondônia, com população superior a quatro 4.300 pessoas, que ocupam uma área de mais de 2,6 milhões de hectares. São habitantes que chegaram aqui antes de nós e que precisam ter mais qualidade de vida e ver seus esforços recompensados”, afirmou Padovani.

Plácido enumerou algumas das importantes ações propostas em primeira instância. “Constituição de cinco planos de uso dos castanhais nativos das Terras Indígenas Igarapé Lourdes, Rio Branco, Uru Eu Wau Wau, Rio Guaporé e a Reserva Extrativista (Resex) Rio Cautário, implementação de boas práticas em 200 mil hectares de castanhais nativos, construção e reformas de 3.510 metros2 de infraestrutura de seleção, armazenamento e beneficiamento; melhoria no sistema de escoamento fluvial e terrestre; implantação de dois entrepostos em Ji-Paraná e Costa Marques e capacitação de 500 castanheiros em boas práticas de manejo, na coleta, armazenamento e transporte da castanha-do-brasil”.

“A constituição da agência de negócios dos povos da floresta, apoiada por importantes organizações estaduais, nacionais e mundiais, como secretarias de estado, ministérios e mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU), é a solução para garantir os direitos destes povos, permitindo sua integração ao mercado consumidor, preços justos para seus produtos e consequente aumento na sua qualidade de vida”, pontuou Plácido Costa.


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Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Arquivo Pacto das Águas
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Capacitação, Convênios, Cultura, Distritos, Ecologia, Economia, Governo, Inclusão Social, Indústria, Infraestrutura, Meio Ambiente, Rondônia, Tecnologia, Terceiro Setor


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