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Sábado, 15 de maio de 2021

TECNIFICAÇÃO

Governo incentiva organização da suinocultura em Rondônia

30 de março de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Reunião discutiu produção suína em Rondônia

Reunião discutiu produção suína em Rondônia

A suinocultura brasileira ocupa destaque no cenário internacional, o Brasil é o quarto maior produtor e o quarto maior exportador de carne suína. No estado de Rondônia a suinocultura ainda é pequena se comparada a outras atividades da pecuária. No propósito de tecnificar a suinocultura no estado, o governo do estado, por intermédio da Secretária de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), com a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), realizaram na quarta-feira (25), na Câmara Municipal de Colorado do Oeste, palestra com o diretor executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

O objetivo da reunião foi mostrar aos produtores da região, o programa e a dinâmica do funcionamento do mercado nacional e internacional da carne suína, e demonstrar que para atingir novos mercados é preciso ter organização na cadeia produtiva interna. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suíno (ABCS), Nilo Chaves de Sá, as criações de suínos no Brasil estão dividas em dois sistemas; o integrado e independente.

“No sistema integrado a empresa entrega o leitão e os insumos ao produtor e no sistema independente os produtores bancam todos os custos da cadeia, tendo autonomia com os suínos criados. Nesses dois sistemas o produtor tem que estar organizado para conseguir fortalecer a cadeia produtiva, tanto na compra de insumos como na venda dos suínos finalizados”, destacou Sá.

O rebanho de suínos do estado tem mais de 249 mil cabeças, sendo a maioria nas propriedades classificadas como de subsistência. Em 367 propriedades a suinocultura é tecnificada. Atualmente,  Rondônia está entre os 14 estados brasileiros reconhecidos como livre de peste suína clássica. “Precisamos de um  sistema vertical, onde aumentamos o numero de animais por área. Não queremos porco, mas sim, suíno, isto é, animais com boa procedência genética e carne de qualidade”, enfatizou o coordenador de agricultura e pecuária da Seagri, Julio Peres.

CLIMA FAVORÁVEL

Para o gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Animal (Gidsa)  da Idaron, o médico  veterinário Fabiano  Alexandre, Rondônia  tem as características favoráveis  para a produção da suinocultura, como o clima, o alimento e a sanidade. “O estado já  tem um programa  de  sanidade  suína, reconhecido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Temos propriedades agroprodutivas, só precisamos profissionalizar a cadeia produtiva do suíno no estado”.

O governo do estado busca o desenvolvimento sustentável das diversas cadeias produtivas: café, bovinocultura de corte, leite, a piscicultura e agora suinocultura. “Temos o grão, água e produtores com vontade de produzir. Buscamos a ABCS, pois ela tem o know how da tecnologia e produtividade que o estado precisa para ter uma suinocultura forte e pujante. Hoje plantamos a semente da associação estadual de suinocultores”, afirma o secretário Evandro Padovani.

Luiz Gonzaga Alcausa, do município de Porto Velho, é suinocultor há mais de 7 anos, participou da reunião e contou que os principais problemas da cadeia produtiva do suíno no estado são os preços dos insumos e impostos, pois a maioria dos produtos vem de fora.” Fiquei animado após a reunião, pois saiu o encaminhamento de uma associação estadual de suinocultura. Isto é muito importante para a cadeia produtiva, que ganha um corpo associativo para que tenhamos mais treinamento, conhecimentos e, assim, ajudar na luta pela implantação de uma suinocultura de qualidade em Rondônia,” disse.


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Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agropecuária, Economia, Educação, Governo, Infraestrutura, Meio Ambiente, Rondônia


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