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Domingo, 28 de fevereiro de 2021

PEDIATRIA

Hospital Infantil Cosme e Damião recebe demanda de postos de saúde; unidade deveria atender apenas alta complexidade

23 de janeiro de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

REFERÊNCIA - Cosme e Damião atende roda demanda vinda da atenção básica

Cosme e Damião atende a toda demanda vinda da atenção básica

Cerca de 70% dos atendimentos realizados pela equipe medida do Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD), em Porto Velho, poderiam ser prestados nas unidades básicas de saúde (UBS), os chamados postos de saúde, por se tratarem de procedimentos de baixa complexidade, responsabilidade das prefeituras.

O alerta foi feito nesta segunda-feira (23) pelo secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, ao analisar dados do setor de estatísticas da Sesau sobre o perfil dos atendimentos realizados no HICD.

Esta demanda é gerada pela rede municipal de Porto Velho, cidades do interior do estado, do Sul do Amazonas e do Acre. Por se tratar de uma unidade referência em alta complexidade, esse tipo de atendimento não poderia ser encaminhado para o hospital infantil. “O excesso de casos que são da responsabilidade das prefeituras cria uma sobrecarga no Cosme e Damião. Apesar disso, todos são atendidos já que o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal, e o estado fica impedido de recusar os casos”, disse o secretário.

Segundo Williames Pimentel, todos os casos de baixa complexidade poderiam ser resolvidos sem a intervenção do estado. Ou seja, consultas e atendimentos ambulatoriais, medicação, nebulização, entre outros procedimentos, que são considerados de responsabilidade da atenção básica de saúde, deveriam ser oferecidos pelos municípios.

Ele destacou que a demanda – que vem da rede básica – não necessitaria passar pelo Cosme e Damião se as prefeituras fizessem o dever de casa e prestassem atendimento de forma satisfatória.

CONFIANÇA - Renata Machado fica feliz com atendimento no HICD

Renata Machado fica feliz com atendimento no HICD

A dona de casa Renata Machado, moradora da zona Leste Porto Velho, disse que passou dois meses tentando uma consulta com o médico alergologista – especialidade da medicina que visa o diagnóstico e o tratamento das doenças alérgicas – , para seu filho Gustavo, de oito meses. Ela afirmou que durante as crises que o bebê tinha, todas as vezes ela procurou atendimento no Cosme e Damião.

Segundo ela, mesmo sabendo que o caso, naquele momento era para um posto de saúde ou uma UPA, levava o filho ao HICD pela certeza de que seria atendido. I”sso porque a estrutura de ponta que o hospital oferece, enche os olhos de mães como eu que querem o melhor para o filho. Bom seria se no posto de saúde a gente tivesse o mesmo atendimento”, destacou.

Outro caso semelhante, é o da aposentada Raimunda Pacheco, que cuida de uma neta de 10 anos. A criança tem problemas respiratórios devido a uma renite alérgica. Ela afirma que já perdeu a conta de quantas vezes levou a neta ao Cosme e Damião, e sempre foi bem atendida. Dona Raimunda diz saber que o caso poderia ser resolvido em uma UPA. “Mas nessa hora, a gente só pensa no lugar onde tem confiança”, salientou.


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Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Assistência Social, Distritos, Educação, Governo, Inclusão Social, Infraestrutura, Rondônia, Saúde


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