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Segunda, 17 de maio de 2021

VIDA

Lei Seca reduz em 70% o número de acidentes e internamentos hospitalares e deve ser ampliada em Rondônia

13 de abril de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

Operação Lei Seca flagrou 1.327 condutores alcoolizados em Rondônia em 2016

Operação Lei Seca ocorre em vários municípios do estado

Eficazes, embora ultimamente boicotadas por redes sociais e pelo aplicativo WhatsApp, as operações da Lei Seca tendem a ser ampliadas no Estado de Rondônia.

“Hoje ela é política de estado, unindo proativamente os esforços da Secretaria de Segurança Defesa e Cidadania e do Departamento Estadual de Trânsito”, observou o chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, capitão Renato Acácio Canhoni Suffi.

Um caso guardado e mencionado como símbolo para o Comando da PM: a mãe que perdeu o filho, de 19 anos, universitário, passou a visitar escolas para debater o trânsito.

É dela a frase: “Eu gostaria que ele tivesse sido abordado na blitz, porque eu ia buscá-lo na delegacia, e não morto, no IML”.

No período de 7 de janeiro a 7 de abril, em Porto Velho, as blitzes abordaram 886 veículos e 425 motos. O Detran-RO fez 1.058 autuações e 176 carros foram removidos e 132 motos.

Neste mesmo período, a PM apreendeu 193 Certificados de Registro de Licenciamento de Veículo e 200 Carteiras de Habilitação. Segundo o capitão Suffi, alguns autos de infração são lavrados por agentes do Detran-RO e não ficam no arquivo da Companhia de Independente de Policiamento de Trânsito, entretanto, para efeito de estatística, são contabilizados e informados no total de autos confeccionados.

“Desde o início do vigoramento da lei, há cinco anos, conseguimos reduzir em até 70% o número de acidentes com vítimas fatais”, comentou.

Com base em informações da Direção do Hospital João Paulo II, na capital, o capitão estima em mais de 40% a redução de internamentos de pessoas vítimas de trauma por acidentes. Ao mesmo tempo, conforme ele constatou, diminuiu também a transferência de acidentados para cirurgias em outros estados.

A Lei Seca acertou outros alvos também, ao recapturar foragidos da Justiça, prender autores de sequestro em andamento e recuperar armas de fogo e diversos veículos furtados ou roubados.

Suffi ressalvou que atualmente constantes movimentações nas redes sociais e no Wathsapp resultam em mudanças de roteiro de condutores.

Informar pontos de blitzes é prejudicial, porque mesmo desviando do caminho da blitz, eles colocam em risco outras pessoas, por isso devem evitar esse comportamento, advertiu.

O capitão lembrou que alguns magistrados têm entendimento de que esses avisos telefônicos se constituem numa nova modalidade de crime.

A PM deu visibilidade a pontos estratégicos. Frequentemente, trabalha nas avenidas Pinheiro Machado, Carlos Gomes, 7 de Setembro, Rio Madeira, nas proximidades de casas de eventos e no Espaço Alternativo. Mas ainda tem dificuldades em ruas e avenidas estreitas, a exemplo da José Amador dos Reis, na zona Leste.

Suffi rejeita a costumeira frase de “corporativismo ou perseguição a estabelecimentos”, comumente atribuída contra a PM. “Não existe isso, nem protecionismo, porque independentemente da situação econômica, cor ou religião da pessoa, este trabalho é democrático, abordando a todos da mesma forma”.

Estudos feitos pela corporação conduzem à aplicação da lei à melhor transparência possível. Assim, as equipes sempre saem acompanhadas de agentes do Detran-RO e algumas vezes com agentes da Secretaria Municipal de Trânsito.

De 1º de janeiro até o final de março, 20 pessoas se recusaram ao teste com etilômetro. Deram negativos 1.187 testes, outros 128 incriminaram condutores. No total, 1.407.

A anotação de placas passou a ser comum nas operações. Ela ajuda a identificar a quantidade de constatações, recusas e testes, comparando-os ao total de pessoas abordadas, explicou o tenente.

Capitão Suffi explica consequências do trote

Capitão Suffi apela para que se evite burlar as blitzes

Situações:

– A recusa do teste implica auto de infração
– Quando a pessoa alega que não constrói provas contra si, os agentes lavram o termo de constatação
– Condutor embriagado ao volante vai preso
– Quando o bafômetro indica menos de 0.33 ml, a pessoa é autuada por dirigir sob influência de álcool, e acima disso é enquadrada em crime e presa por incapacidade psicomotora alterada e devido à influência do álcool.

 VISÃO DA PM

O trânsito depende de todos, principalmente do condutor.

Vítima de acidente dá despesa, e ainda corre o risco de ficar incapaz. Servidores públicos ou funcionários de empresa com até 30 anos de idade estão na produtividade 100%.

► Se a vítima morrer, o custo é debitado à família, ou quando esta não tem condições suficientes para o sustento, transfere-se ao governo.

► Para conscientizar a sociedade, a PM está “de portões abertos” para escolas, faculdades, empresas, órgãos públicos e privados, para oferecer palestras a respeito de direção defensiva e embriaguez ao volante.

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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Daiane Mendonça e
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Rondônia, Segurança


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