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Segunda, 14 de junho de 2021

Mais de dez por cento de adultos apresentam problemas renais

13 de março de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, anualmente, na segunda quinta-feira do mês de março, comemora-se em todo o mundo o Dia Mundial do Rim. Segundo a mesma instituição, mais de 10% da população adulta brasileira tem algum grau de perda da função renal, especialmente entre os idosos, grupo mais exposto ao aparecimento da doença, que aumenta com o envelhecimento.

Nesta quinta-feira (13) muitos brasileiros puderam conhecer meios de prevenir e também os sintomas da doença, através da campanha realizada em vários pontos do país. Em Porto Velho as atividades foram concentradas na Praça Getúlio Vargas, próximo ao Palácio do Governo, onde médicos, enfermeiros e voluntários além de distribuir material impresso, também orientaram sobre a doença crônica renal (DCR) e outras enfermidades que acometem os rins ao logo da vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera as doenças crônicas não transmissíveis como um dos principais desafios em saúde pública para as próximas décadas. Tais doenças estão relacionadas com os hábitos de vida do homem moderno, bem como com o envelhecimento natural. Visando reduzir o índice de mortalidade por essas doenças, a OMS traçou estratégias e estabeleceu o ano de 2022 para alcançar o alvo.

 

 

 

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e o Ministério da Saúde brasileiro aderiram oficialmente ao programa e a DCR já é considerada um dos pilares do Plano de Enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis.

A doença crônica renal é caracterizada pela perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins.  Especialistas informam que é uma doença silenciosa, porque em geral, só é percebida pelo paciente quando 50% ou mais de seus rins estão comprometidos. Os sintomas e sinais mais comuns são: anemia, pressão alta, inchaço ao redor dos olhos e pés, mudança nos hábitos de urinar (levantar diversas vezes a noite) e variação no aspecto e cor da urina.  Estes sinais indicam a necessidade urgente de buscar um profissional na nefrologia, especialista que cuida das doenças dos rins.

As causas da DRC podem ser inúmeras, mas algumas delas são mais frequentes, como  salienta a médica Tatiara Bueno, da Central de Transplantes de Rondônia,  uma unidade do governo estadual, que mantém especialistas aptos para a captação de órgãos transplantáveis  e que se preparam para atuar em transplantes, a saber: hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, o tabagismo, a obesidade.  Os rins são os responsáveis pelo controle da pressão no organismo, se não funcionam bem, há a subida na pressão arterial, que prejudica a função renal. “O controle correto da pressão é fundamental na prevenção”, destaca a médica.

O diabetes é outro complicador para o funcionamento dos rins, que pode causar a falência destes órgãos, o que tem sido pontuado pela medicina como causas crescentes da insuficiência renal crônica. Segundo alguns especialistas, após 15 anos de diagnosticado o diabetes, alguns pacientes começam a apresentar problemas renais.

Inflamações dos rins não curadas ou não controladas também podem acarretar perdas nas funções dos rins, assim como a presença de cistos grandes e numerosos, infecções urinárias repetidas, entre outras.

A prevenção continua sendo o melhor remédio para evitar a manifestação de qualquer doença e no caso dos rins não é diferente. Segundo os especialistas Daniel Rinaldi e Lúcio Requião Moura, da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o diagnóstico precoce é fundamental. Segundo eles, cerca de 70% dos pacientes que iniciam a diálise desconheciam ser portadores de qualquer doença nos rins.  “Todo paciente que apresentar fatores de riscos como hipertensão, diabetes, idade avançada e histórico familiar de alguma doença envolvendo os rins, devem ser triados para a DRC, independente do nível de atendimento de saúde, para exames de urina e dosagem de creatinina no sangue”. O diagnóstico tardio é responsável por pelo menos 15% das mortes de pacientes que já chegam para o tratamento substitutivo, como a diálise, com a doença avançada.

Medidas preventivas que podem ser inseridas no dia a dia: controle de dieta, evitando o excesso de sal, carne vermelha e gorduras. Excesso de peso; fazer exercícios regularmente; não fumar. Controlar a pressão arterial e o diabetes.

 


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Fonte
Texto: Alice Thomaz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Saúde


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