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Sexta, 04 de dezembro de 2020

Materiais para construção da Unidade de Naval de Saúde já estão em Guajará-Mirim

16 de fevereiro de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

“São seis toneladas de chapas de ferro e  pré-moldadas que serão utilizadas na construção do barco de três pavimentos, cuja previsão é iniciar atividades ainda na primeira semana de abril”, diz entusiasmado o coordenador da Operação Aciso, major Paulo Nery, que esteve  em Guajará acompanhado o desembarque das peças que foram beneficiadas em Jirau.   Segundo ele, o Estado já iniciou as conversações com o Ministério da Saúde, que repassará 50 mil reais mensalmente, tão logo a unidade comece a funcionar e mais três mil reais para a manutenção das duas ambulanchas, que servirão para deslocamento rápido de pacientes que necessitem de atendimento nas unidades hospitalares e para chegarem aos rios e igapós, onde a embarcação maior não tem como navegar.

O barco vai percorrer os rios Mamoré e Guaporé assistindo e socorrendo moradores dos distritos e vilas situados às margens dos rios, onde vivem comunidades indígenas,  quilombolas, pescadores, extrativistas, entre outras, tanto do lado brasileiro, quanto do boliviano.

O Mamoré, cuja nascente está em território da Bolívia, na região entre Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba, recebe as águas do Guaporé perto de Surpresa, em Guajará Mirim. O maior percurso da Unidade de Saúde será feito no Guaporé, que tem em sua extensão aproximadamente 1400 quilômetros. De acordo com major Nery, a ideia do governo é que o barco percorra de Guajará a Pimenteiras do Oeste, mas para que isso ocorra terá que ser vencido um obstáculo para o tamanho da embarcação, que mede 23,60 metros de comprimento, que é o pedregal existente nas proximidades do Forte Príncipe da Beira. “Barcos pequenos passam pelo local durante todo o ano, mas uma embarcação como esta, corre o risco de não poder atravessar o pedregal no período da seca, ou seja, metade do ano”,  salienta o militar, “o que comprometeria o objetivo do trabalho de assistir a população”. A Sinal Mar, empresa que constrói o barco,   poderá fazer uma avaliação da área para ver a possibilidade de explodir o pedregal, usando os mesmos recursos utilizados na remoção das cachoeiras para a construção das usinas.

O barco já tem nome escolhido, vai ser chamado de Unidade Básica de Saúde Fluvial Wálter Bartolo, a pedido do governador Confúcio Moura, em homenagem ao peemedebista Wálter Bartolo,  que também foi poeta, compositor e acima de tudo um apaixonado pela região do Guaporé, e através de órgãos como Cemaguam (instituição que percorria os rios Madeira, Guaporé e Mamoré, levando a assistência do Estado) e Enaro (Empresa de Navegação de Rondônia) contribuiu para a melhoria de vida e de acesso dos ribeirinhos da região.

A construção e montagem do barco é uma contrapartida da Energia Sustentável do Brasil (ESBR) – Jirau, cuja participação é de quatro milhões de reais, através do plano de compensação social. “Este é o maior barco com função de unidade de saúde do país”, destaca Paulo Nery, coordenador da Operação Aciso. Com motor de 300 hp, a unidade rondoniense não tem similar na Amazônia, assegura o engenheiro Augusto De Marchi, responsável pela empresa Sinal Mar, contratada pela ESBR para entregar o barco de três andares montado e devidamente equipado.  “É um desafio para todos nós”, diz major Nery.

Texto: Alice Thomaz
Foto: Daiane Mendonça e Casa Militar


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Fonte
Secom - Governo de Rondônia

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