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Sexta, 16 de abril de 2021

Memorial Jorge Teixeira passa por reformas e será reaberto em fevereiro

15 de janeiro de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Para reorganizar o museu um dos parceiros prometeu enviar um museólogo experiente em trabalhos na Amazônia. A expectativa é de que o Memorial esteja pronto para receber turistas ainda no mês de fevereiro.

Antes de ser um museu, a casa 501 da Rua José do Patrocínio funcionou como residência oficial dos governadores e suas famílias. Por lá passaram mais recentemente Humberto da Silva Guedes, que governou o Território Federal de Rondônia de maio de 1975 a abril de 1979; depois foi a vez do Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, cujo primeiro mandato foi de abril de  1979 a janeiro de 1982, no comando do Território e depois de janeiro de 1982 a maio de 1985, quando governou o recém criado Estado de Rondônia. Depois de Teixeirão, foi a vez de Ângelo Angelim  (maio de 1985 a março de 1987), cujo governo foi chamado de mandato tampão para cobrir a transição entre o último governador nomeado e  o primeiro eleito em 1986 e empossado em março de 1987. Mas Jerônimo Santana já não morou na residência oficial. Por motivos pessoais preferiu uma casa particular. Em 2000, a casa foi doada para funcionamento do Memorial, que já existia desde 1993, pelo então governador José Bianco, através da Lei nº 936, de 13/12/2000.

São mais de 350 peças presentes no acervo do museu, algumas doadas pelo próprio Jorge Teixeira antes de deixar o governo. Yêdda Pinheiro Borzacov, historiadora e ex-integrante do governo de Teixeirão, conta que um dia recebeu um recado de que o Coronel, como era identificado pelos  assessores e pela população,  precisava falar com ela. “Na verdade não cheguei a falar com ele naquele dia, mas recebi a encomenda. Dois pacotes enormes com pertences dele. Mais tarde ele me disse guarde, porque um dia você vai precisar”. Posteriormente Yêdda destinou o material a órgãos do governo para catalogação e tombamento.

Outras peças foram doadas pela família do ex-governador e por antigos colaboradores, além de coletas oficiais como as publicações diversas em jornais da capital e diários oficiais.  Além de retratar os seis anos do governo, o museu também dedica um espaço à atividade militar e outras ações políticas de Jorge Teixeira, como o período em que foi prefeito de Manaus.

Cida Souza é a presidente do Memorial, no governo do Teixeirão ela ocupou a diretoria de Comunicação Social. Segundo ela, a casa não recebe nenhuma espécie de recurso oficial e é mantida atualmente por cerca de quatro colaboradores, de um total inicial de 63. “Muitos morreram e outros não tiveram mais condições de contribuir”, destaca. Para ela é muito importante o apoio do governo do Estado, não apenas mantendo profissionais para atendimento ao público, como para dar um suporte para o funcionamento do museu. “Não desejamos ver o museu no estado em que ficou recentemente”, lembrando que por falta de recursos não havia como   manter o local em bom  estado para visitação pública.


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Fonte
Secom - Governo de Rondônia

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