Governo de Rondônia
Terça, 19 de março de 2019

CAPACITAÇÃO

Militares e civis participam do I Curso de Negociador Policial em Ocorrências de Altíssima Complexidade, em Rondônia

18 de fevereiro de 2019 | Governo do Estado de Rondônia

Aula inaugural realizada no auditório do Tribunal de Contas, em Porto Velho

Militares e civis, entre oficiais e praças que atuam em Porto Velho e no interior do Estado, participam do I Curso de Negociador Policial em Ocorrências de Altíssima Complexidade, realizado pela Polícia Militar do Estado de Rondônia. A aula inaugural foi realizada na manhã desta segunda-feira (18), no auditório do Tribunal de Contas, em Porto Velho. O curso terá duração de 32 dias e será ministrado por oficiais especialistas das polícias militares dos estados de Rondônia, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e Paraná e conta com a participação de 37 alunos, sendo 35 militares e dois civis.

O curso é voltado para a formação de profissionais que irão atuar em situações conflituosas e de alta complexidade, como as  envolvendo reféns, sequestros e conflitos agrários e urbanos. Everson Pontes, capitão e coordenador do curso, explica que atualmente 30 negociadores atuam em Rondônia, no entanto participaram dos cursos fora do Estado. “Esse curso é importantíssimo para a formação dos profissionais que receberão informações técnicas sobre linguagem corporal, neurolinguística, entre outras técnicas para ajudar no momento da negociação”, explica. Para o capitão Pontes, além de fornecer subsídio para as negociações, a formação permitirá aos profissionais atuar em situações de prevenção como suicídio, por exemplo.

Diogenes de Lucca, tenente coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, palestrou na aula inaugural

Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Ronaldo Flores, existem quatro opções táticas importantes durante o gerenciamento de crises, mas a primeira, e principal, é a negociação: “São técnicas adotadas no policiamento no Brasil desde a década de 80 e buscamos cada vez mais especialização. Muitas crises no Brasil foram revertidas e se devem ao comportamento adotado desde o início da operação”, afiança.

Para o capitão Paulo Henrique Barbosa, diretor do curso e comandante do Batalhão de Polícia de Operações Especiais (Bope), a realização do curso em Rondônia vai de encontro ao atendimento de demandas que necessitem da intervenção de negociadores policiais. “Rondônia é o 12° estado do Brasil a realizar o curso de Negociador Policial, por isso consideramos de suma importância que maior número de efetivo participe”, explana. Dos 37 alunos inscritos, 22 são do interior do Estado. Após concluir o curso todos farão parte do Bope.

A aula inaugural contou com a palestra de Diogenes de Lucca, tenente coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Autor de cinco livros dedicados ao tema, o coronel ressaltou a alegria de ver a continuidade de ações gerenciamento de crises, que desenvolveu na Polícia Militar de São Paulo durante 11 anos. “É uma sementinha frutificando”, ressalta.

Ele explicou que as Polícias Militares do Brasil vivenciam um momento em que os militares estão mais voltados para à sociedade. “Buscando o cumprimento da lei, boas práticas e mais qualificação para o primeiro atendimento, que pode garantir final com sucesso no final da operação”, garante.

O coronel Diogenes de Lucca é autor dos livros: O negociador, Diário Policial, Segurança como estilo de vida, Insegurança Pública e por último, uma

Tenente Lúcio Heleno homenageado no evento

obra voltada especificamente para os militares: Manual de Gerenciamento de Crise com Reféns.

HOMENAGEM

No evento também foi realizada homenagem para o militar mais antigo e ativo na corporação: o tenente Lúcio Heleno, que ingressou na Polícia Militar de Rondônia em 1986 e atualmente atua no Bope. “São 33 anos de serviço, 412 dias de missão, além de 48 elogios em sua ficha e sete medalhas. O tenente Lúcio serve de inspiração para os mais novos”, ressalta o capitão Paulo Henrique. Lúcio Heleno recebeu o símbolo do oficialato, que é uma espada e um gorro. “É uma satisfação e sentimento de dever cumprido, e o principal para isso foi paciência”, ensina.

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Fonte
Texto: Mineia Capistrano
Fotos: Frank Néry
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Brasil, Capacitação, Cursos, Governo, Polícia, Rondônia, Segurança


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