Governo de Rondônia
Terça, 25 de junho de 2019

PROJETO RONDON

Ministro da Defesa diz que uma nação não se faz pela metade ao defender ação dos rondonistas em municípios de Rondônia

07 de julho de 2017 | Governo do Estado de Rondônia

Com o Teatro Palácio das Artes lotado pelos 310 rondonistas e professores que por duas semanas irão oferecer oficinas de saúde, assistência social, cidadania, direitos humanos, justiça, educação, cultura e tecnologia às populações de 15 municípios de Rondônia, o ministro Raul Jungmann (Defesa) disse que os jovens estudantes que fazem parte do projeto Rondon irão, da mesma forma que o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, ligar um Brasil a outro, ligar sua história à história que irão encontrar.

 

Abertura do Projeto Rondon, no Teatro Palácio das Artes

 

“Vocês irão dar a dimensão humana que o nobre brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon também deu em tudo que fazia. Seja como geólogo, artista, pacificador, sertanista, militar. Só havia litoral e os sertões, sem integração. Um Brasil dividido. Não havia transporte e nem comunicações. Num meio extremamente agressivo Rondon vence e deixa uma obra de impacto imenso no que somos hoje”, declarou o ministro Jungmann na tarde de quinta-feira (6), na abertura da Operação Rondônia Cinquentenário para comemorar o projeto que leva o nome do desbravador, patrono do Estado.

Ao lembrar da aproximação que o sertanista empreendia entre as nações indígenas e a população, o ministro disse que cuidar das nações indígenas e traze-las para o “seio das famílias brasileiras” era feito não apenas por generosidade e compromisso “mas sobretudo porque uma nação não se faz pela metade, não se faz com aqueles que tem e que não tem, entre os que podem ter e os que já nascem condenados pela pobreza.”

Raul Jungmann pediu um minuto de silêncio pela morte na queda de um avião locado pelo Exercito no dia 3 de julho dos agentes ambientais do Ibama  Olavo Perim Galvão, Alexandre Rochinski e Sebastião Lima Ferreira Júnior, que combatiam, em uma operação conjunta, o garimpo ilegal na região de Roraima. O piloto Marcos Costa também morreu, e o agente Lazlo Macedo de Carvalho foi socorrido em estado grave após o desastre aéreo, encontrando-se no Hospital Militar do Galeão, no Rio de Janeiro. O ministro enfatizou também a importância que Rondon dispensava a proteção do ambiente terra.

 

 “Só havia litoral e os sertões, sem integração. Um Brasil dividido. Não havia transporte e nem comunicações. Num meio extremamente agressivo Rondon vence e deixa uma obra de impacto imenso no que somos hoje”, disse o ministro da defesa Raul Jungmann.

 

Coordenador-geral do Projeto Rondon, o brigadeiro de Infantaria Augusto Cesar Amaral  disse que para a realização da Operação Cinquentenário Rondon, até o dia 23, em 15 municípios, as Forças Armadas contam com efetivo apoio do governo estadual, citando o Corpo de Bombeiros como um dos parceiros preponderantes. “A atuação as Forças Armadas é imprescindível”, disse também Amaral, lembrando que desde 2005, após sofrer paralisação, o projeto Rondon está sob guarda-chuva do Ministério da Defesa.

Os 310 rondonistas e professores fazem parte de 30 instituições de ensino superior de oito estados e mais o Distrito Federal. Eles irão promover oficinas em diferentes áreas de conhecimento, divididas em dois eixos: cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde (1) e comunicação, tecnologia e produção, meio ambiente e trabalho (2).

Ao dar as boas vindas aos rondonistas, o vice-governador Daniel Pereira disse que os universitários  tem a oportunidade de,conhecendo a realidade rondoniense e da Amazônia, gerar compromisso com a região, estimulando-os a concluírem sua formação e virem atuar em nosso Estado.  “Aqui cabem todos vocês, tem oportunidade de trabalho para todos,”, registrando que é do Paraná, geograficamente uma região menor do que Rondônia.

Daniel Pereira disse também que em Rondônia as Forças Armadas tem dividido com o Estado a grande responsabilidade de atuar em uma das mais jovens unidades da federação, garantindo paz e prosperidade. “São parceiros fantásticos, estão todos os dias junto com a gente,” disse.

Primeira vez que deixa o sul do Brasil, a universitária Belcris Mazzitelli, 22 anos, faz o 5° ano de psicologia na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Bastante animada, tem a expectativa de que a população de Guajará-Mirim, para onde vai com os demais estudantes da instituição, participe das ações.

“Espero que a gente possa levar muito conhecimento e interação para as pessoas e que possa passar alguma coisa com o projeto, que fique mais do que simplesmente ir lá e fazer um trabalho, que a gente possa ter interação”, disse Belcris.

Belcris e Marta apostam na interação com as comunidades

Estudante do 2º ano de Biomedicina, Marta Santin, 20 anos, pela primeira vez viaja de avião e sai do Rio Grande do Sul. “Está sendo uma experiência incrível.  Eu também espero que a gente possa levar algo de bom para a população, que não seja apenas momentâneo, mas que fique uma semente plantada para o desenvolvimento deles, que a gente consiga contribuir e que participem das nossas atividades”, disse.

Julia Lorraine dos Santos, 22 anos, faz assistência social na Universidade de Brasilia (UnB). Já havia tentado integrar o projeto Rondon no inicio do ano, com atividades em Tocantins, mas não conseguiu. Estudante do 8º período do curso de Serviço Social, tem a expectativa de aprender muito com as comunidade de São Miguel do Guaporé, para onde irá a turma do Distrito Federal.
Números

Com o slogan Lição de Vida e Cidadania, o Projeto Rondon, criado em 1967, já visitou comunidades de 1.142 municípios de 23 estados, onde estiveram presentes 21. 436 estudantes universitários e professores. Nestes 50 anos, mais de dois milhões de pessoas receberam algum tipo de atendimento dos voluntários.

Cidades e instituições

Os 15 municípios de Rondônia contemplados com a Operação Rondônia Cinquentenário e as instituições de ensino superior são:

*Alto Paraíso – Universidade Federal do Rio Grande e Universidade Estadual de Santa Cruz

*Alvorada do Oeste – Faculdade de Direito de Santa Maria e Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

*Buritis – Universidade Comunitária Região de Chapecó e Universidade José do Rosário Vellano

*Cacaulândia- Universidade de Cruz Alta e Universidade Severino Sombra

*Campo Novo de Rondônia – Universidade Metodista de Piracicaba e Instituto Federal do Paraná

*Candeias do Jamari – Universidade Estadual de Mato grosso e Universidade de Marilia

*Guajará Mirim – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Universidade Federal de São Carlos

*Itapuã do Oeste – Universidade do Vale do Sapucaí e Instituto Federal de Educação Ciencia e Tecnologia

*Monte Negro – Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central

*Nova Mamoré – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto e Universidade Federal de São Paulo

*Porto Velho – Universidade de Passo Fundo e Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro

*Rio Crespo – Centro de Universidade da Cidade de União da Vitória e Universidade Federal de Pelotas

*São Miguel do Guaporé – Centro Universitário de Votuporanga e Universidade de Brasília (UnB)

* Teixeiropólis –  Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Centro Universitário FAE

*Urupá – Universidade Federal de Alfenas e Fundação Hermínio Ometto, Uniararas

Estudantes da Universidade de Passo Fundo realizam a cobertura jornalística dos 50 anos do Projeto Rondon.

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Fonte
Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Bruno Corsino e Mara Paraguassu
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Brasil, Capacitação, Educação, Evento, Governo, Legislação, Marechal Rondon, Meio Ambiente, Municípios, Rondônia, Sociedade, Solidariedade, Tecnologia


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