Governo de Rondônia
Sexta, 20 de setembro de 2019

Pré-cheia

Nível dos rios está normal, diz Sipam

17 de dezembro de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

 

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Ana Strava e Marcelo Gama, do Sipam, dizem que não há indício de enchente no momento

A possibilidade de ocorrer uma enchente recorde nos rios da bacia do Madeira foi tema do encontro que representantes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres ( CENAD) e a Defesa Civil de Rondônia e Acre, entre outros órgãos, tiveram ontem (16) no auditório do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), em Porto Velho. A resposta para o questionamento ainda não é definitiva. “Os rios da região apresentam níveis acima da média, mas dentro dos padrões de normalidade”, explicou a coordenadora regional do Sipam, Ana Cristina Strava.

Como as chuvas na região ocorrem dentro do padrão, a previsão é de que a cota do rio Madeira para o mês de março de 2015 chegue a 16,20 metros. Segundo Ana Strava, isto indica enchente, mas em proporções menores que a deste ano, quando ultrapassou os 19 metros. “Neste momento, o que temos é cota normal para o período, coerente também com o rio Beni, que é um dos formadores do rio Madeira. Mas ainda é cedo para afirmar se um alerta vai se configurar”, advertiu.

 

 Respostas

A avaliação do coordenador-geral de Monitoramento e Operação, Marcus Suassuna Santos, sobre a reunião é de que serviu para que os organismos que compõem a Defesa Civil mostrassem como se encontram e demostrassem como buscam responder às demandas com ações unificadas.

A reunião foi denominada como “Encontro Técnico ‘Pré-Cheia 2015′” e recebeu, além da Defesa Civil e Sipam, representações de órgãos como Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sedam), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marinha do Brasil, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE).

coronel-rodriguesOs participantes apresentaram relatos sobre como atuaram com a Defesa Civil na enchente histórica, que afetou diretamente mais de 30 mil pessoas, a economia e parte dos serviços públicos em Rondônia. O impacto também foi grande no estado do Acre, principalmente porque a BR-364, única via terrestre utilizada para o abastecimento de alimentos e combustíveis ficou intransitável em alguns trechos.

O meteorologista Marcelo Gama, também do Sipam, explicou que a enchente deste ano ocorreu por circunstâncias extraordinárias. “Não há fatores que indiquem que teremos o mesmo em 2015. A situação atual é de normalidade”, acentuou.

O subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Silvio Luiz Rodrigues, da Defesa Civil Estadual, destacou que os estados de Rondônia e Acre também apontaram necessidades que esperam ser supridas pelo governo federal.

Atualmente, a Defesa Civil Estadual atua no suporte aos órgãos que atendem as famílias afetadas pela enchente e na obtenção de madeira para a construção de moradias para os ribeirinhos, uma vez que a burocracia atrasa a liberação dos imóveis garantidos pelo Estado.

Para a coordenadora regional do Sipam, Ana Strava, o evento serviu para discutir medidas para uma eventual enchente. “O Sipam atua com seu aparato para municiar os órgãos de Defesa Civil com informações. Mas é apenas um entre outros que contribuem no campo da prevenção e assistência em ocasiões de desastres naturais.”

Sobre os dados atuais coletados pelo Sipam, Ana Strava garantiu que não indicam sinal de alerta. Mas advertiu: “ainda é cedo para afirmar se um alerta vai se configurar”.


Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Marcos Freire
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Água, Brasil, Economia, Entrevista, Governo, Meio Ambiente, Municípios, Rondônia, Saneamento, Segurança, Serviço, Sociedade, Solidariedade, Transporte


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