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Rondônia - 09/07/2012 - Mais Noticias
 Centro de Ressocialização Vale do Guaporé avança com o projeto de classificação
Com o projeto piloto de classificação dos apenados sendo implantado no Centro de Ressocialização Vale do Guaporé, em Porto Velho, as mudanças e adaptações na unidade prisional não param de acontecer, dando prosseguimento às ações de melhorias, incluídas no projeto, incentivadas pelo Governo da Cooperação e executadas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). Segundo o secretario de Justiça, Fernando Oliveira, Rondônia deverá se tornar um Estado modelo para todo o país, em um cenário de mudanças constantes em busca da humanização no sistema prisional estadual.
 

Para que o projeto de classificação funcione da forma como planejado baseado nos moldes americanos, as adaptações à realidade local já estão sendo providenciadas, com ações de adequações na unidade que servira de modelo para as demais. Com 302 apenados, o Centro de Ressocialização Vale do Guaporé tem uma média de 90 reeducandos estudando, 50 homens estão envolvidos em atividades laborais e 15 participam de um curso de pintura em tela mantido dentro da unidade. De segunda a sexta-feira, 80 apenados são deslocados até a Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso (Acuda), onde fazem terapia aprendem artesanatos variados.  

Para Jorge Adriano Reis, 34 anos, e Moisés dos Santos, 20 anos, o curso de pintura é uma novidade, pois segundo eles nunca haviam participado desse tipo de atividade, mas a arte tem servido para ocupar o tempo e como aprendizado de uma nova aptidão que poderá servir de profissão para quando saírem do sistema. “Eu pretendo me especializar quando eu sair, e tentar fazer dessa arte o meu ganha-pão”, afirmou Jorge.

Na entrada da unidade, um abrigo adequado está sendo construído para as famílias ficarem enquanto aguardam para a visitação. O local de controle de visitantes e triagem também está sendo organizado. Um projeto de paisagismo também está sendo implantado em toda a unidade, com jardins que cortam as laterais dos pavilhões, quebrando a visão de um ambiente hostil com plantas e gramado.

Uma guarita está sendo construída na área onde serão feitas as oficinas laborais, o que deverá proporcionar mais conforto e segurança aos servidores e apenados. No terreno atrás da unidade estão sendo construídas oficinas de marcenaria e outras atividades, uma fábrica de sabão e detergente, e um campo de futebol que proporciona a prática de atividade física e lazer.

Além das seis turmas matutinas e vespertinas, divididas em três salas de aula do 1º ao 5º ano, também existem duas turmas do programa federal Brasil Alfabetizado, onde dois reeducandos que já passaram pela alfabetização agora ensinam os demais interessados. Segundo o diretor da unidade, Juracir Duarte, há um projeto em andamento para a instalação de um curso de música que deverá envolver apenados que tenham aptidão para o teclado ou violão. Duarte faz questão de enfatizar que todas as ações estão sendo realizadas com as condições de apoio e suporte da Sejus, em parceria ainda com o Conselho da Comunidade, que recentemente doou bebedouros para somar aos que a Sejus já havia providenciado para atender aos pavilhões. “Agora, em cada pavilhão tem um bebedouro que atende aos apenados o dia inteiro com água gelada e tratada”, afirma.

A unidade tem uma enfermaria para atender com dois enfermeiros, quatro técnicos e um médico à disposição diariamente. Todas as obras de adequação e limpeza da unidade estão sendo realizadas com a mão de obra apenada, e de acordo com a direção da unidade, nenhuma ocorrência foi registrada dentro dos últimos dois meses, desde que o projeto começou a envolver os reeducandos do Centro de Ressocialização Vale do Guaporé. Os uniformes para os apenados estão sendo fabricados pelos alunos do curso de corte e costura da Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro.

Projeto de Classificação

O projeto piloto de classificação foi formulado nos moldes americanos de se trabalhar com a ressocialização e capacitação de apenados, sendo adequado para a legislação e realidade rondoniense. Rondônia foi o Estado escolhido e convidado pela Embaixada Americana para a implantação do projeto, e uma equipe de servidores da Sejus passou pelo treinamento de aproximadamente um mês nos Estados Unidos. Lá, junto aos profissionais americanos, o projeto piloto foi formulado para ser implantado no sistema prisional do Estado, sendo voltado para o Centro de Ressocialização Vale do Guaporé, na capital, por se tratar de uma unidade nova e sem vícios.

Aprovado pelo governador Confúcio Moura e pelo secretário Fernando Oliveira, a equipe que está à frente da implantação do projeto piloto já fez o levantamento do perfil dos apenados, primeiro passo para a classificação e enquadramento de cada indivíduo em programas que de fato trabalhem a autoestima e ressocializem. A ideia é que capacitando os apenados com cursos profissionalizantes, dando o tratamento adequado e humanizado, preparando os reeducandos para saída do sistema de forma diferente da que entraram que estejam prontos para a volta ao seio da sociedade e familiar, longe da vida de criminalidade.

 
Fonte: DECOM - Departamento de Comunicação Social
 
 
 
 
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