O plano de turismo apresentado é fruto de três anos de pesquisas e discussões participativas, com vários estudos e levantamentos de campo sempre resguardando o bem-estar e a integridade dos índios nativos da região. “Manter a floresta em pé é fundamental para proporcionar um eco-turismo limpo e sustentável, que gere renda para nosso povo. Essas são as nossas metas”, disse emocionado, o cacique Almir Suruí num discurso em língua nativa.
Basílio Leandro reiterou o total apoio do governo do Estado através da Superintendência de Turismo (Setur) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes) e colocou o órgão de turismo à disposição para eventuais consultorias e treinamentos dos futuros guias turísticos indígenas.
Após as apresentações os participantes visitaram uma exposição fotográfica mostrando o dia-a-dia da aldeia, apreciaram uma amostra do artesanato produzido por eles, almoçaram comidas típicas cujo prato principal era peixe tambaqui assado na folha de bananeira. À tarde, visitaram outro setor da aldeia, onde puderam interagir na confecção dos arcos e flechas, cestos, ornamentos e cocares.
O ponto alto foi quando todos puderam receber as pinturas corporais tradicionais, para a festa Mapimai – a Criação do Mundo, feitas a partir de um preparo a base de jenipapo. Visitantes da Itália, França, Peru e de diversos estados do Brasil ficaram encantados e aprovaram a iniciativa do plano e a estrutura ainda tímida para recepção dos turistas.
Também participaram da cerimonia e das visitações jornalistas e fotógrafos de várias publicações, atestando o sucesso da ideia. A Setur produziu imagens que estarão na revista de turismo oficial de Rondônia, a ser publicada em breve.