O galpão 3, segundo os participantes, não atende as necessidades da Marinha, que precisa de áreas adequadas para instalar a Capitania dos Portos, oficina e almoxarifado e construir 30 casas. Na outra ponta está o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que não vê a hora de agregar o galpão ao patrimônio da estrada de ferro, dando a ele o seu fim, que é de abrigar a história da ferrovia e de criar um ambiente cultural.
Apesar de não haver definições efetivas, a reunião teve um desfecho satisfatório para todas as partes. Estarão na pauta dos próximos encontros a área ocupada pela Sociedade de Portos e Hidrovias (Soph), no Terminal dos Milagres, para a instalação da oficina e almoxarifado; a área ocupada pela Federação dos Portadores de Deficiência (Feder), a avenida Farquar, que pertence a Conab, para a instalação da Capitania dos Portos e uma outra área nas proximidades da Base Aérea, para a construção de 30 casas para o pessoal da Marinha.
As negociações esbarram em vários aspectos, dentre eles a desapropriação de áreas da União, com remoções e indenizações. O secretário Amaral recomendou ao coordenador de Gestão Patrimonial, que dê continuidade aos levantamentos já iniciados, para que num breve tempo se tenha informações mais concretas sobre o que se pretende. Com a CGP está atuando também a SPU e a própria Marinha. O objetivo comum é encontrar lugares apropriados para que a Marinha se instale.