Foi realizada na manha desta sexta-feira (10), uma reunião de apresentação com um grupo de oito empresários do segmento de exportação. O encontro aconteceu no gabinete do secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, e de acordo com o ele, será o primeiro de muitas rodadas de negociações que visam a abertura do mercado externo para o Estado.
Instalada em Porto Velho há três anos a CMA CGM do Brasil, empresa multinacional francesa de logística de transporte identificou oportunidades de negócios com outros países para a exportação de madeira, minérios, sucatas, granitos e carne através de empresas regionais. Em parceria com o maior complexo portuário privado do Estado do Amazonas, o Porto Chibatão, a intenção do grupo é viabilizar o escoamento destes produtos pelo Rio Madeira.
Abertura Econômica
De acordo com Juscelino, além dos produtos já mencionados, em breve Rondônia terá soja, milho, café e peixe em abundância. “Já estamos em processo de industrialização e deixaremos de ser apenas um corredor”, afirma Amaral, que ressaltou a intenção do governo em facilitar a vinda de empresários, pois é interesse do Estado a parceria na viabilização de negócios que resultem no desenvolvimento para Rondônia e que não haja atravessadores neste processo.
“Não vemos necessidade de estes produtos serem levados para Santos ou Paranoá a um custo de R$ 15 mil por container se já podemos reduzir o tempo e o valor através do Porto Graneleiro”, explica Celso Taraska, da Mercantrading, falando sobre a logística aplicada atualmente no escoamento dos produtos rondonienses por São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Contribuição
De acordo com informações levadas à reunião, a criação de infraestrutura de transporte e armazenamento é o que facilitaria as operações. “Nosso pleito é para atender o volume de 200 containers por mês que são enviados via balsa (PVH/MAO) e com possibilidade de expansão dependendo da melhoria de estrutura rodoviária de Porto Velho”, alega Alessandro Fernandes, gerente regional da multinacional. Seriam seis quilômetros de acesso da entrada do Parque de Exposições, até um pouco acima do Frigorifico Friboi na Estrada do Belmont.
Outra solicitação feita pelo grupo foi a ponte do Governo junto a Federação das Indústrias e Associação Comercial para que a multinacional francesa possa tomar conhecimento das oportunidades adicionais de negócios. A intenção é canalizar todo este fluxo de mercadorias via Manaus. “Prometemos que iremos criar empregos e não apenas levar a riqueza”, brincou Paulo Augusto Camello, gerente geral do Porto Chibatão ao término da reunião sendo prontamente rebatido pelo Chefe da Casa Civil que em tom de humor disse “pode levar, pagando o imposto para Rondônia não há problema algum”.