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Curso

Servidores participam de curso sobre pragas da soja em Vilhena

03 de abril de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Encerrou nesta terça-feira (02), a agenda preliminar de palestras e aulas práticas para o 4° Workshop sobre Ameaças Fitossanitárias, organizado pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Nos dois dias de curso as palestras aconteceram no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), reuniram servidores da  Agência para considerações sobre análises de risco de pragas e restrições internacionais para importação de soja.

VALMIR PÚBLICO 2

Cerca de 100 pessoas acompanharam as palestras de Rogério Martins Gonçalves, mestrando em genética e biologia molecular pela Unicamp, e de Valmir Duarte, engenheiro agrônomo PHD e diretor da Agronômica, um respeitado laboratório de diagnóstico fitossanitário e consultoria, em Porto Alegre (RS).

De acordo com o diretor Executivo da Idaron, Augusto Fernandes Neto, a soja é o assunto central do seminário e a sua realização em Vilhena é imprescindível, pois é a cidade que mais produz o grão no estado, respondendo por mais de 30% da produção rondoniense.

O primeiro dia do encontro contou com explicações sobre as análises de risco realizadas para avaliar as chances de determinadas pragas da soja entrarem no Estado. Enquanto o segundo dia versou sobre as restrições de outros países à presença de pragas no grão da soja e como essa avaliação é importante para a economia do agronegócio.

De acordo com Sirley Queiroz, engenheiro agrônomo da Idaron em Vilhena, as explicações foram claras e práticas. “Aprender é sempre bom. Gostei bastante dos oradores, pois pude entender de forma mais prática como é a análise de risco de pragas e quais medidas devem ser tomadas quanto a isso”, revela.

A praga que recebe atenção nos últimos meses é a lagarta Helicoperva armigera. Vilhena já apresentou sinais de incidência da praga, que causou milhões de reais em prejuízos em outros estados brasileiros. Contudo, a infestação mais preocupante no município é a da lagarta Falsa Medideira (Pseudoplusia includens). “A monocultura facilita o surgimento e a proliferação de pragas. O surto populacional da Pseudoplusia foi considerável, contudo, as técnicas de controle através de inseticidas parecem ter sido suficientes para evitar grandes prejuízos”, afirma Sirley.

O palestrante Valmir Duarte levou os fiscais para uma aula prática no campo experimental da Embrapa, a fim de analisar os cultivares de soja presentes no local. “As restrições internacionais de importação quanto à presença de pragas na soja devem ser analisadas com cuidado pelos profissionais de agronomia e agricultores em geral, pois isso vai definir qual infestação deve ser combatida com o objetivo de vender os grãos a determinado país”, comenta o palestrante.

Palestrante Valmir Duarte

Palestrante Valmir Duarte

Além disso, foram apresentadas boas práticas na coleta de amostras que devem ser enviadas a laboratórios de análise de grão. “O sucesso de uma boa avaliação do grão, da praga e da área cultivada depende da qualidade das amostras. Portanto, a detecção, a diagnose e a identificação devem ser precisas”, completa Valmir.

Hoje (3), inicia no Mirage Hotel o 4° Workshop sobre Ameaças Fitossanitárias que dará início ao assunto.


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Fonte
Texto: Herbert Weil e Elaine Barbosa - Assessoria Idaron
Fotos: Herbert Weil - Assessoria Idaron
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Economia


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