Governo de Rondônia
Domingo, 09 de maio de 2021

Produtor

Piscicultor investe de forma pioneira no estado

03 de julho de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

pedrinho1

O piscicultor Megumi Yokoyama, mais conhecido como “Seu Pedrinho”, de Pimenta Bueno, é o maior produtor de alevinos do estado. Esta semana, o empresário anunciou o balanço anual de sua produção. Nos últimos doze meses, foram produzidos em sua propriedade cerca de 3,8 milhões de alevinos de tambaqui, além de 600 mil alevinos de pintado e 48 mil de pirarucu.

“O melhoramento genético tem influenciado no crescimento da atividade”, diz Pedrinho. “Antes, um tambaqui demorava de 12 a 14 meses para atingir dois quilos. Hoje, esse tempo é de 7 a 8 meses”, explica, animado.

Ele destaca o crescimento da procura de produtores pelo pintado no último ano. “Tivemos um salto na produção do pintado, é uma tendência bastante forte a produção dessa espécie”, diz. Ele também ressalta o desenvolvimento do pirarucu. “É uma espécie muito valorizada, Rondônia saiu na frente, nossas matrizes possuem chips eletrônicos, de acordo com rigorosas normas”.

O resultado é o início das exportações regulares do pirarucu de Rondônia para mercados importantes como os Estados Unidos, que em setembro deverá comemorar um ano da primeira remessa, de 30 toneladas de filé de pirarucu, pela empresa Mar & Terra. “Rondônia possui as condições ideais de clima e água abundante para produzir espécies valorizadas, como o tambaqui e o pirarucu”, comemora Pedrinho.

O produtor ressalta ainda o apoio dado pelo governo do estado no desenvolvimento da piscicultura em Rondônia. “Estamos verificando o crescimento da atividade a olhos vistos, até 2011 eram produzidas cerca de 12 mil toneladas por ano de peixes no estado. Em 2014, a previsão é de superar a marca de 65 mil toneladas por ano, um crescimento de cinco vezes”, explica.

Hobby

Um dos maiores incentivadores da produção de pescados em cativeiro de Rondônia começou seu negócio quase por acaso. Empresário bem-sucedido no ramo de combustíveis, Megumi Yokoyama era um pescador de fim-de-semana. Mas o que era uma atividade de puro lazer se tornou bem mais do que isso.

“A paixão pela pescaria me proporcionou muitos momentos de reflexão sobre a extinção de peixes nos rios”, recorda o filho de imigrantes japoneses. “Percebi que, assim como as árvores foram destruídas sem nenhum critério, assim também os peixes foram retirados dos rios”.

A consciência ecológica motivou Pedrinho, como é conhecido o empresário, a investir na piscicultura. E lá se vão mais de vinte anos desde o início na nova atividade. “A inspiração para o negócio veio de um conselho do meu pai, que sempre se preocupou com a produção de alimentos”, diz. Naquela época, o empresário chegou à conclusão de que seria necessário repovoar os rios.

Dificuldades

Pedrinho sempre foi muito generoso, fornecendo alevinos para outros produtores do estado. O piscicultor fez questão de compartilhar com os outros produtores os resultados das pesquisas e sua experiência. Por influência dele, muitos piscicultores iniciaram a atividade e hoje têm uma excelente alternativa de emprego e renda na propriedade.

Seu pioneirismo e perseverança contribuíram para Rondônia alcançar a posição de destaque como grande produtor de peixe em cativeiro na região norte. Hoje, Pedrinho relembra as dificuldades de iniciar um negócio literalmente do zero, para reproduzir em tanques espécies que existiam em abundância nos rios. Os primeiros alevinos vieram de fora. Três anos depois começou a fazer a desova própria.

Inicialmente sem muita pretensão, Pedrinho hoje é uma referência no setor. A Piscigranja Boa Esperança, de sua propriedade, é a maior produtora de peixes da região central do estado. Além de criar alevinos de boa matriz genética, beneficia milhares de quilos por semana de peixes engordados em outros criatórios da região. Todas as etapas são cuidadosamente supervisionadas pelo piscicultor.


Leia Mais
Todas as Notícias

Fonte
Texto: Sandro André - Assessoria Seagri
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Governo, Piscicultura, Rondônia


Compartilhe