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Sexta, 06 de dezembro de 2019

SAÚDE PÚBLICA

Policlínica Oswaldo Cruz instala equipamentos modernos, amplia equipe e reduz fila de pacientes da oftalmologia

08 de dezembro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Policlínica Oswaldo Cruz_07.12.15_Foto_Daiane Mendonça (15)

Ordem na POC é fazer tudo para receber bem o paciente, começando pela recepção, para onde foram contratadas mais dez pessoas

A partir de janeiro de 2016, pacientes com deficiência visual que costumam frequentar somente clínicas particulares poderão ser atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na Policlínica Oswaldo Cruz (POC). Conforme o diretor José Maria França, o Governo de Rondônia assumiu esse compromisso com a população e oferecerá o que tem de mais moderno nessa área.

A POC alcançou em novembro a marca de 900 atendimentos por dia, entre consultas, exames, farmácia e programas. “Antes, a fila estava estagnada, mas logo andou; o usuário tem ligado para nos informar que foi bem atendido”, disse o diretor da unidade, José Maria França.

A POC computava 12 mil consultas ambulatoriais e procedimentos em junho. A reorganização fez esse número aumentar para 18 mil. São 55 consultórios funcionando em quatro alas, das 7h às 20h (conforme a demanda, até as 21h), salas de espera e ambulatórios todos refrigerados.

“O paciente é a razão de ser da POC, e para ele o atendimento deve começar com o cumprimento e sorriso”, observou a diretora-adjunta, Maria Rita Soares, citando que foram contratadas para a recepção pessoas com perfil de relacionamento interpessoal, para humanizar ainda mais os serviços.

Com recursos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), na atual gestão foram adquiridos um equipamento de ultrassom de última geração e outro de eletroneuromiografia. Esse método de diagnóstico neurofisiológico é usado na avaliação diagnóstica e prognóstica das doenças dos nervos periféricos, plexos, raízes, neurônios motores espinhais, além dos músculos e junções neuromuscular. O exame consta dos testes de neurocondução (condução nervosa sensitiva e motora, ondas F e reflexos H de raízes cervicais ou lombares) e do exame eletromiográfico com agulha.

Aproximadamente 50% das consultas com especialistas atendem a pacientes de Porto Velho, a outra metade contempla pacientes encaminhados pelas prefeituras do interior. França disse que houve melhorias consideráveis, do call center, que contratou dez pessoas para os turnos diurno e noturno, aos consultórios. Call center é um sistema que utiliza computador, equipamento de telecomunicação, sistemas e operadoras que interagem com clientes, permitindo receber grande número de ligações simultaneamente.

As portas estão abertas também aos sábados. O fornecimento de senhas é rígido durante a aglomeração matinal, e a sala de triagem se esmera no aferimento da pressão arterial, peso e temperatura dos pacientes.  O prontuário eletrônico online facilita a intervenção de médicos e enfermeiros.

Segundo a coordenadora de oftalmologia, Marlene Elizane da Silva Álvaro, o número de pessoas consultadas subiu de 280 para mil por mês. Imediatamente a POC contratou mais dois médicos oftalmologistas, que agora totalizam nove.

Pacientes com qualquer tipo de deficiência visual têm agora à disposição aparelhos de campimetria, retinografia (no qual se examinam alterações de retina em pessoas com diabetes) e microscopia especular de córnea. Trata-se de um exame é indolor que fotografa as células da camada mais interna da córnea, conhecida como endotélio, permitindo à análise quantitativa e qualitativa das células da mesma (formato, tamanho, número das células).

A POC atende a pacientes do pré-transplante ao pós-cirúrgico. Em junho, a fila da oftalmologia era de seis mil pessoas, das quais quatro mil para consultas e 1,5 mil exclusivamente de catarata (escurecimento do cristalino).

Depois da triagem, direção e equipe médica organizaram um mutirão de cirurgias e muitos pacientes já foram operados. Estima-se que até junho do próximo ano a metade desses pacientes tenha sido atendida.

PROGRAMAS REATIVADOS

A POC reativou os programas de atendimento ao Idoso, Soropositivos (com farmácia e medicação), Hanseníase, Gravidez de Risco e Obesidade. Segundo a diretora-adjunta, Maria Rita, em novembro a programação de cirurgias em pessoas obesas mobilizou a equipe multidisciplinar, que computa atualmente aproximadamente 300 pacientes em todo o estado. No entanto, conforme ressalvou o diretor França, primeiramente as pessoas se submetem ao tratamento clínico, a fim de emagrecer, e só depois são transferidas para o Hospital de Base.

A parceria com o Hospital do Câncer possibilitou 600 exames mensais de mamografia. Das 7h30 às 11h30, pacientes ostomizados podem retirar bolsas. Eles têm direito a 30 bolsas por mês.

SERVIDOR 

Nesse ritmo, desde setembro a POC também buscou melhorar a saúde dos servidores do governo estadual, adotando o slogan “Cuidando de quem cuida”. Assim, o pessoal das unidades da Sesau teve o privilégio de ser o primeiro da fila. Durante a Semana Azul uma servidora da saúde enfartou e sua situação reforçou a meta de aumentar de uma para duas vezes ao mês o atendimento ao servidor estadual, em escalas de trabalho previamente organizadas.

“Quem trabalha tem que estar bem”, apelou o coordenador do Programa de Saúde do Trabalhador, Sidomar Gomes Cardoso.

Além da Sesau, já foram atendidos servidores do Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (Iperon), Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep) e do Departamento de Estradas de Rodagem, Transportes, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER)

Sidomar prepara a distribuição de kits de primeiros socorros para as secretarias e órgãos estaduais. Com a Segep ele constatou que somente a clientela do Complexo Rio Madeira (sede do governo estadual) é constituída por sete mil funcionários.


Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

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