Governo de Rondônia
Terça, 03 de agosto de 2021

Porto retoma importação de fertilizantes

05 de junho de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

A estimativa é movimentar até dezembro cerca de 100 mil toneladas do insumo. A expectativa  para 2015 é triplicar esse número.

2 - porto 1Após dois anos sem movimentar fertilizantes, o Porto Organizado de Porto Velho, através da operadora portuária Hermasa, retomou as operações de importação do produto que vai abastecer as lavouras de soja e milho do sul de Rondônia e noroeste do Mato Grosso. A estimativa é movimentar até dezembro cerca de 100 mil toneladas do insumo –  superfosfato simples e cloreto de potássio. O produto, importado de Israel, será desembarcado em Itacoatiara, Amazonas, de onde segue de balsa até o porto público da Capital de Rondônia.

Conforme dados da Associação Nacional Para Difusão de Adubos (Anda), o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo é o Brasil que importa, pelo menos, 70% do fertilizante usado no país. Desse total, a metade entra pelo porto de Paranaguá, PR, que enfrenta o histórico caos de escoamento de cargas. Exemplo disso é que um navio pode demorar até 40 dias para atracar no porto.

A demora para atracar, atrasa a entrega dos insumos para a cadeia produtiva resultando em um gargalo logístico que se converte em custo. Quem acaba pagando esta conta é o produtor rural.

Para estados situados longe dos grandes centros, como Rondônia, a conta é maior ainda. Para se ter uma ideia, o preço do frete do adubo de Paranaguá a Vilhena, onde estão localizadas as maiores plantações de grãos do Estado, chega a custar, em média, R$ 320,00.

A boa nova é que com a mudança de rota do fertilizante, que agora vai chegar pela Hidrovia do Madeira até o porto público estadual, o frete de Porto Velho até o cone sul de Rondônia, por exemplo, vai cair para, aproximadamente, R$ 50,00. Isso será possível por dois motivos: a distância encurtou e o frete é de retorno, ou seja, o mesmo caminhão que leva os grãos até o Porto Organizado de Porto Velho, retorna às áreas produtoras com fertilizantes.

O diretor-presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia – Soph, o engenheiro agrônomo Ribamar Oliveira, destacou que a perspectiva para 2015 é triplicar estas importações. “A previsão para o próximo ano é movimentar, pelo menos, 300 mil toneladas para que possamos atender de forma mais abrangente o setor produtivo de Rondônia e Mato Grosso”, disse.

3 - padovani

Presidente da Soph, José Ribamar e secretário de Agricultura, Evandro Padovani, no porto da Capital

Demanda – Segundo o secretário estadual de Agricultura, Evandro Padovani, a área cultivada com grãos em Rondônia corresponde a 220 mil hectares e a perspectiva é que ela se expanda em 30% na próxima safra. Segundo Padovani, “a demanda de fertilizante para atender o elo produtivo é de, aproximadamente 150 toneladas”.

Isso significa que a próxima safra ainda vai depender, em parte, do fertilizante que chega ao país pelos portos do sul e sudeste brasileiro. Mas, em 2015, as lavouras de Rondônia terão suas necessidades plenamente atendidas. Ainda mais agora com a ativação da usina de calcário em Pimenta Bueno que tem capacidade produtiva de 400 mil toneladas por ano.

 

 


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Fonte
Texto: Josi Gonçalves - Assessoria Soph
Fotos: Arquivo Soph
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Economia


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