Governo de Rondônia
Sábado, 15 de maio de 2021

PISCICULTURA

Rondônia terá frigoríficos de pescado em Porto Velho, Itapuã do Oeste e Ji-Paraná

24 de fevereiro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Produção de peixe

Produção de peixe é de 80 mil toneladas anual

Com uma produção atual de 80 mil toneladas de peixe ao ano, Rondônia começa 2015 com a construção de três novos frigoríficos de pescado, um em Porto Velho, outro em Itapuã do Oeste e um terceiro na região de Ji-Paraná, com a intenção de incrementar a produção e exportação de pescado, e chegar uma produção anual de 200 mil toneladas até 2018.

De acordo com a bióloga Ilce Santos Oliveira, coordenadora do programa de piscicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), para se chegar a esses números o Estado fez importantes investimentos no setor, contando com a parceria de órgãos como o Sebrae e governo federal, o que possibilitou a implantação do Água Produtiva, programa de incentivo à produção de pescado em pequenas e médias propriedades, que revolucionou a atividade pesqueira em Rondônia, mas que encerrou suas atividades em 2013.

A coordenadora lembra que embora o programa tenha encerrado suas atividades, o governo do estado desde então passou a investir praticamente sozinho, fomentando e incentivando a atividade em toda região, com um programa de apoio à produção nos mesmos moldes do Água Produtiva. A partir deste ano ele será ampliado e deverá atender aos produtores das regiões sul e norte do estado.

Ilce Oliveira fala com orgulho do resultado da atividade pesqueira do Estado e da posição de Rondônia como principal produtor de peixe da Região Norte do Brasil, mas, segundo ela, para se se chegar a este estágio o governo teve de enfrentar e transpor pelo menos dois importantes gargalos, considerados os maiores entraves dos produtores rondonienses. O primeiro deles, o licenciamento ambiental, que mereceu grande esforço do governo para torná-lo possível ao pequeno produtor, sem burocracia. Ela lembra que sem a competente licença, muitos trabalhavam na informalidade, e por isso não constavam das estatísticas governamentais.

Para Zeno Tavares a falta de um frigorífico ainda é o maior entrave

Para Zeno Tavares, a falta de um frigorífico ainda é o maior entrave

O outro gargalo consiste na dificuldade do produtor para comercializar sua produção, tema que foi objeto de estudos e de pesquisa junto aos piscicultores. Ouvido pela reportagem, o pequeno produtor Zeno Tavares, 48, do Sitio Nova Esperança, no município de Porto Velho, confirmou a existência desse grande entrave na vida dos produtores de peixes em sua região. Segundo ele, a maior dificuldade de quem produz peixe em Porto Velho decorre exatamente da falta de um lugar para estocar ou vender. “Eu sofri muito aqui, carregando toneladas de peixes para vender na feira, para não entregar de graça aos atravessadores”, disse.

Como o pequeno produtor, a coordenadora lembra que esta situação melhorou bastante, em virtude dos investimentos que o governo de Rondônia e a inciativa privada fizeram, com a tendência concreta de ampliação da rede de apoio, visto que para este ano já estão projetados os novos frigoríficos e pelos menos três entrepostos pesqueiros.

Importa esclarecer que o entreposto tem a função específica de receber, lavar, acondicionar e armazenar o pescado enquanto aguarda sua destinação. Já o frigorífico, além dessas funções, processa, faz cortes e entrega (exporta).

Além dos novos frigoríficos que estão sendo projetados – o de Porto Velho já deve iniciar as obras ainda este mês – o estado conta com dois grandes frigoríficos (particulares), o Zaltana em Ariquemes, e o Santa Clara em Vilhena.


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Fonte
Texto: Cleuber R. Pereira
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Meio Ambiente, Piscicultura


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