Governo de Rondônia
Quarta, 24 de fevereiro de 2021

SAÚDE PÚBLICA

Prédio da antiga 2ª Delegacia de Polícia será reformada para abrigar Serviço de Assistência Multidisciplinar Domiciliar

15 de agosto de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

Sâmia explica atendimento do Samd

Sâmia explica atendimento do Samd

O prédio da 2ª Delegacia de Polícia, localizado no bairro Costa e Silva, em Porto Velho, será reformado para acomodar toda estrutura do Serviço de Assistência Multidisciplinar Domiciliar (Samd), criado pelo governo estadual com a proposta de abrir vagas para casos mais graves nos leitos hospitalares.

“A qualidade dos nossos serviços será a mesma”, disse a coordenadora Sâmia Rocha, ressaltando que a proximidade com o complexo hospitalar, que inclui o Hospital de Base, é  outro benefício que virá com a mudança.

A médica Elza Gabriela de Barros Pereira, uma rondoniense que se dedica ao atendimento familiar e comunitário, disse que é impossível não se envolver com a realidade das famílias. “Muitas vezes nossa assistência significa acreditar no paciente quando ninguém mais acredita”, afirmou.

Para atender à clientela que, nessa quinta-feira (11) era composta por 265 pacientes, o Samd necessita de mais espaço. Atualmente funciona em uma sala da Assistência Médica Intensiva (AMI, na zona Sul da cidade, que tem leitos de UTI para os doentes do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II.

Sâmia Rocha explicou que engenheiros e arquitetos farão intervenções no prédio da 2ª DP para as adaptações necessárias, que devem incluir espaço para as quatro equipes de profissionais que fazem atendimento, além da que faz a “desospitalização”, que é a avaliação de quem deve ter alta nas unidades para receber cuidados hospitalares em suas casas.

Na nova casa, o Samd vai ganhar almoxarifado, farmácia e refeitório para as equipes, que totalizam 65 funcionários, e se revezam em jornadas que vão das 7h às 13h e das 13h às 19h. “Precisamos de um lugar mais amplo”, justificou Sâmia Rocha.

A outra vantagem que a nova sede oferecerá ao Samd é a localização centralizada, que facilitará o acesso às unidades de saúde. O Hospital de Base e a Policlínica Oswaldo Cruz estarão mais próximos, e o deslocamento ficará mais ágil para as residências dos pacientes.

Por sua relevância, o serviço recebe toda atenção da Secretaria de Estado da Saúde; e o governo Confúcio Moura costuma fazer referências elogiosos ao trabalho, que é um dos mais elogiados pela população.

MULTIDISCIPLINAR

Os veículos com as equipes chegam a percorrer, por dia, 500 quilômetros no atendimento que precisa chegar a lugares inóspitos e, algumas vezes, hostis. Num dos domicílios visitados regularmente funcionou um ponto de venda de drogas e quase toda a família acabou presa. Restaram um paciente, menor de idade, e suas irmãs, também menores. Nestes casos, o serviço multidisciplinar torna-se ainda mais importante.

Elza Gabriela trabalha com profissionais de áreas, como assistência social, fisioterapia, nutrição e fonoaudiologia, entre outras. “

Elza Gabriel disse que não se trata apenas  ministrar medicamentos. Tem que levar em conta o ambiente familiar

Elza Gabriel disse que não se trata apenas de ministrar medicamentos. Tem que levar em conta o ambiente familiar

e também leva em consideração que o ambiente familiar oferece amor e carinho, difíceis de existir num hospital”, resumiu a médica.

A convivência com a realidade social dos pacientes fez Elza Gabriela reavaliar valores da sociedade e a questionar o que é, na verdade, o sofrimento. “Às vezes o paciente não atinge a meta glicêmica por fatores relacionados à sua situação econômica. Às vezes, cai no chão porque o piso da casa não é adequado. Não há como não se envolver diante de um quadro assim”, detalhou a profissional.

Vivenciar a empatia com membros da família atendida é fato comum entre os membros da equipe. Crianças e idosos, principalmente, se identificam com a forma carinhosa com que o doente é atendido e a afeição flui.

Um dos casos emblemáticos da troca de carinho com os profissionais é o de Regina Helena Ribeiro, mãe de Marcelo, 38 anos. Ela cuida com zelo desde que ele se acidentou, há três anos, e perdeu a mobilidade.

Regina largou o emprego de doméstica para dedicar-se ao filho, e acolhe com sorriso largo a equipe de profissionais do Samd. “Eles são ótimos. Não sei o que faria sem esta companhia. Quando surge algum imprevisto, telefono e eles vêm aqui, orientam. São excelentes”, elogia.

Os pacientes do Samd, quando recebem alta, são encaminhados para os cuidados das unidades de serviço básico do município. Mas, alguns preferem o carinho da equipe multidisciplinar, e os psicólogos explicam que vão atender a outras pessoas. “São poucas, mas ocorrem, as situações em que o paciente não tem o tratamento adequado após a alta do Samd e retorna com os mesmos problemas”, disse Sâmia.

Leia mais:

Tablets agilizam atendimento do Samd, o hospital itinerante de Porto Velho

Samd redobra atendimento ao socorrer baleados, dependentes químicos e acidentados de moto com sequelas neurológicas

Equipes do SAMD percorrem 500 quilômetros por dia para ‘desafogar’ hospitais e recuperar pessoas, em Porto Velho


Leia Mais
Todas as Notícias

Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Admilson Knightz
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Assistência Social, Governo, Obras, Polícia, Rondônia, Saúde


Compartilhe