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Segunda, 14 de junho de 2021

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Profissionais de Rondônia são capacitados para identificar vetores da febre maculosa, doença transmitida por carrapatos

05 de dezembro de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

O Curso de Identificação Taxonômica de Vetores da Febre Maculosa e outras Riquetsioses de Importância em Saúde Pública teve início na manhã desta segunda-feira (5) e prossegue até a próxima sexta-feira (9). A capacitação tem como objetivo qualificar os profissionais para identificar os principais vetores incriminados na transmissão da febre maculosa e outras riquetsioses. A parte teórica do curso está sendo realizado no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, e a parte prática será no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Técnico do Ministério da Saúde, Stefan Vilges de Oliveira destaca a importância de estruturar a Rede de Atenção Básica para diagnosticar a doença.

Stefan Vilges de Oliveira, do Ministério da Saúde, destaca a importância de estruturar a Rede de Atenção Básica para diagnosticar a doença

A capacitação é realizada pelo governo de Rondônia, sob a coordenação da Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa) e conta com o técnico do Ministério da Saúde, Stefan Vilges de Oliveira, que irá palestrar sobre a vigilância epidemiológica e a estruturação da rede de vigilância de ambientes da febre maculosa no Brasil.

“A rede irá monitorar o ambiente, fortalecer as equipes e descentralizar o diagnóstico”, disse.

O coordenador de Vigilância Epidemiológica e Eco Epidemiológica da Febre Maculosa em Rondônia, da Agevisa, Cesarino Júnior Aprígio, ressaltou a importância das capacitações para os profissionais que atuam na Vigilância em Saúde Ambiental das Regionais de Saúde dos municípios e técnicos que trabalham nos Centro de Controles de Zoonoses.

Cesarino Júnior mencionou um fato ocorrido na cidade de Ariquemes, onde um paciente chegou à unidade de saúde com febre, cefaleia e náuseas, e o médico teria suspeitado de várias patologias, mas a enfermeira que recentemente havia feito um curso de capacitação, diante do quadro do paciente suspeitou que poderia ser febre maculosa, principalmente porque o paciente morava em Ariquemes e trabalhava na zona rural em Alto Paraíso. Foi feito o exame e foi confirmada a doença.

Com a capacitação, os profissionais aumentarão o número de diagnóstico da febre maculosa no estado. Em 2009 foram registrados dois casos, em 2010, um; 2011, nenhum; 2012, três; 2013, nenhum; 2014, seis; e em 2015, cinco. Até o momento em 2016 já foram registrados 15 casos suspeitos.

A doença

A febre maculosa é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim da espécie Amblyomma cajennense infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Esse carrapato pode ser encontrado em animais de grande porte como por exemplo bois e cavalos, além de cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais. Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele da pessoa. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Quando a bactéria cai na circulação causa vasculite, isto é, lesa a camada interna dos vasos. Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculo pápulas. Essas lesões podem apresentar o componente petéqueia (petéquia é uma pintinha hemorrágica parecida com uma picada de pulga) e, às vezes, ocorrem pequenas hemorragias subcutâneas no local das maculo pápulas petéquiais. A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola e dengue hemorrágico).

A Reação de Imuno Fluorescência Indireta (RIFI) é um exame específico para o diagnóstico da febre maculosa. Diagnóstico precoce é importante para dar início ao tratamento porque a taxa de letalidade da doença é elevada. A febre maculosa tem cura desde que o tratamento com antibióticos (tetraciclina e clorafenicol) seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação de dez a quatorze dias.


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Fonte
Texto: Eleni Caetano
Fotos: Admilson Knightz
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Governo, Rondônia, Saúde


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