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Quarta, 03 de março de 2021

TREINAMENTO

Profissionais de Saúde são capacitados para identificar inseto transmissor da doença de chagas em Porto Velho

10 de dezembro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Biólogos, médicos veterinários, técnicos em laboratórios e de endemias de diversos municípios do estado estão em Porto Velho fazendo o curso de entomologia médica no módulo chagas – 1ª capacitação em taxonomia de triatomíneos. O curso é ministrado por profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen).

Profissionais são capacitados para identificar bicho transmissor de doença de chagas

Treinamento acontece durante quatro dias, no Lacen, em Porto Velho

Segundo a gerente da Biologia Animal do Lacen, Alda Lobato, o curso tem por objetivo capacitar os profissionais para que possam identificar os possíveis vetores da doença de chagas, que é conhecido popularmente como barbeiro. O Lacen mantém uma parceria com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) para realização de palestras e treinamentos voltados aos profissionais da área, que levam esse conhecimento para as comunidades.

Em Rondônia, existem casos confirmados da doença, que há cerca de três anos fez duas vítimas fatais, uma na cidade de Espigão do Oeste e outra em Cacoal. Alda Lobato alerta que no estado há sete municípios que têm o bicho infectado com tripanosoma cruzi, que é o protozoário que transmite a doença, são eles: Porto Velho, Machadinho do Oeste, Nova Momoré, Itapuã do Oeste, Ouro Preto do Oeste, Vale do Anari e São Francisco do Guaporé.

Alda Lobato orientou a população para que fique atenta e quando encontrar o besouro, mesmo não tendo certeza que se trata do transmissor da doença, para que leve o inseto ao Lacen para que sejam feitos os exames laboratoriais para identificar o inseto e se for o caso detectar se está infectado com o protozoário.

Ela explicou que, por determinação do Ministério da Saúde, quando uma pessoa procura os laboratórios da rede pública de saúde para fazer exames de malária já são colhidos materiais suficientes para fazer também o exame que detecta o transmissor da doença de chagas.

Quando a doença de chagas é identificada na fase aguda, as chances de cura são maiores. Já na fase crônica, geralmente o paciente vai a óbito porque a doença compromete o coração e outros órgãos internos, ressaltando a importância do treinamento que começou na segunda-feira (8) e termina nesta quinta-feira (10).


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Fonte
Texto: Eleni Caetano
Fotos: Secom
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Governo, Rondônia, Saúde


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