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Sexta, 16 de abril de 2021

PREVENÇÃO

Programa leva palestras para mais de quatro mil alunos sobre males causados pelo tabaco em escolas de Porto Velho

08 de setembro de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

Alunos passam ser multiplicadores do programa

Alunos passam ser multiplicadores do programa

“Tento explicar para as pessoas que fumam que esse hábito faz muito mal à saúde, causa dependência de vários produtos que estão escondidos no cigarro. No meu bairro, muitas pessoas que conheço fumam. Até grávidas. Isso pode fazer com o bebê nasça com vários problemas de saúde”. A afirmação é da estudante Kelly Cristina, 12 anos, aluna do sexto ano da Escola Brasília, em Porto Velho.

Kelly e mais de quatro mil alunos participaram, durante dois meses, de palestras educativas sobre os efeitos noviços da nicotina e de mais 400 substâncias químicas encontradas no cigarro. O trabalho foi realizado em 20 escolas da rede estadual de ensino, em Porto Velho, em dois turnos. Em média, 220 adolescentes por unidade escolar.

As palestras fazem parte do Programa de Enfrentamento ao Tabagismo, projeto piloto, realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), em parceria com o Programa de Saúde na Escola (PSE).

De acordo com a coordenadora dor programa, Cremilda Queiroz, o foco central são alunos do sexto e nono ano, na faixa etária de 10 aos 13 anos, e que estão em “transição” para o convívio com o ensino médio, com estudantes com idades maiores, e que já tiveram experiência com o tabaco. É uma espécie de “sinal amarelo” que pode ser fundamental para que esses adolescentes se distanciem do cigarro.

O programa apresenta um dado alarmante: a maioria dos alunos – na faixa etária de 10 a 13 anos – que tiveram contato com o tabaco usa o narguilé. Trata-se e uma espécie de cachimbo de água de origem oriental, utilizado para fumar tabaco aromatizado.

Como modismo, os alunos experimentam o narguilé sem se darem conta que uma “tragada” equivale a dez cigarros convencionais, segundo estudos realizados em diversos centros de pesquisas, inclusive no Brasil.

Keely Cristina, 12 ano, diz que tenta orientar as pessoas sobre males causados pelo tabaco

Kelly Cristina, 12 anos, diz que tenta orientar as pessoas sobre males causados pelo tabaco

De acordo com pesquisas já publicada, o fato de a fumaça passar pela água antes de chegar ao fumante o torna muito mais nocivo à saúde.

A versão tradicional combina tabaco aromatizado, carvão e água em sua composição. Mas há aqueles que prefiram adicionar melaço, glicerina, e outros líquidos como sucos ou bebidas alcoólicas. Um verdadeiro coquetel químico nocivo à saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta sobre o narguilé ser mais prejudicial que o cigarro, comparando uma rodada de mais ou menos 1 hora com o consumo de 100 cigarros.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o narguilé tem as mesmas substâncias tóxicas do cigarro comum, porém, o modo como o tabaco é queimado, em carvão em brasa, faz com que sejam liberadas toxinas numa concentração muito maior.

Cremilda explica que durante as palestras são exibidos vídeos mostrando os males que o tabaco, cigarro ou narguilé podem trazer para a saúde, comprometendo desenvolvimento da pessoa, causando dependência, e gerando doenças cardiovasculares graves.

O programa é totalmente preventivo. Quer mostrar, de forma bem didática, que o tabaco e todas as substâncias químicas encontradas nele só trazem prejuízos ao aprendizado e à saúde.

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Cremilda fala que o programa alerta também sobre a “ponte” entre o cigarro e outras drogas. A mensagem é bem recebida e compreendida pelos alunos. Eles são multiplicadores das informações entre os amigos, em casa e na comunidade onde vivem.

O depoimento do pequeno Pablo Daniel, 12 anos, do sexto ano da Escola Brasília, em Porto Velho, é emocionante. Ele afirma não gostar de cigarro e que muitas pessoas que conhece no bairro onde mora fumam e usam droga. “Eu tenho dó dessas pessoas. Elas não tiveram pessoas para alertar sobre o perigo e hoje vivem em situação muito triste”, disse.

Para o aluno, o fumo está diretamente ligado ao crime. Pablo afirma que a partir de agora, espera orientar amigos, parentes – da mesma idade que ele -, sobre os males que o cigarro e a narguilé escondem. “Parece ser da hora, mas na verdade, é um caminho muito ruim de se andar”.


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Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Educação, Evento, Inclusão Social, Infraestrutura, Rondônia, Saúde, Serviço, Sociedade


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