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Sábado, 27 de fevereiro de 2021

Meio Ambiente

Projeto de escola em Vilhena incentiva pesquisa por meio de análise de água e solo

05 de maio de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Engana-se quem acha que pesquisas científicas só são realizadas durante o ensino superior. Para os alunos do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Zilda da Frota Uchôa, em Vilhena, a realidade é outra desde a implantação do projeto ‘Água, escola e meio ambiente’, em 2011. A ação leva 11 turmas de 1º a 3º ano do segmento em visitações de campo a rios do munícipio para estudar suas nascentes, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PHCs) e água, além de solo, fauna, flora e a história da região.

Projeto foi retomado em 2011

Projeto foi retomado em 2011

Logo no início do ano letivo, de acordo com a coordenadora do projeto, Ana Neri de Paula Assis, os professores começam a preparar os alunos com conteúdos específicos voltados para a pesquisa em campo. Os jovens são divididos em grupos, que representam cada disciplina envolvida no projeto, para focar na análise e ter um resultado mais aprimorado. “Cada grupo fica com uma parte da pesquisa, quando retornam para sala, trocam informações e experiências, o que torna a análise geral mais rica”, conta.

No local das pesquisas, Ana afirma que os alunos, junto com os professores, analisam a água e o solo de vários pontos da região, coletam fungos e insetos para aulas de biologia, entendem com a geografia a influência da intervenção humana no fluxo dos rios e elaboram relatórios para autenticar as análises realizadas. Além dos documentos, um vídeo é gravado para ser exibido aos futuros novos alunos que devem participar do projeto.

“A pesquisa dura, em média, três anos. Então fazemos um esforço para dar continuidade integral ao projeto. Por isso gravamos vídeo sobre toda a análise, com intuito de não deixar o aluno novato perdido no projeto”, explica Ana.

Alunos analisam solo de região próxima a nascente

Alunos analisam solo de região próxima a nascente

A professora Ana diz que o projeto reflete diretamente no futuro dos mais de 1,5 mil alunos que já participaram da ação. “Temos muitos estudantes que se interessaram pelo projeto e que hoje cursam engenharia florestal, agronômica, ambiental em faculdade e universidades federais”, enfatiza. Para a coordenadora, o ponto alto do projeto é propagar a consciência de preservação do meio ambiente, misturando a teoria de dentro da sala de aula com a prática. “Para eles é uma satisfação enorme. De começo, alguns têm medo, mas depois que vão uma vez, sempre querem voltar”, ressalta.

Idealização e prêmios

O projeto, segundo Ana Neri, foi idealizado em 2003, em homenagem ao Ano Internacional da Água Doce, e venceu um prêmio promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que contemplou a equipe com R$ 20 mil para desenvolver a ação escolar ambiental. Entretanto, alguns problemas de execução fizeram com que o ‘Água, escola e meio ambiente’ fosse deixado na gaveta.

Anos mais tarde, em 2011, o projeto foi implantado efetivamente para os alunos do Ensino Médio da Escola Zilda Uchôa e chegou a receber um financiamento do Itau Social no valor de R$ 37 mil para compra de instrumentos para análises dos materiais coletados nos rios. “Começamos com sete turmas, hoje temos 11 e todos os alunos acham o projeto maravilhoso”, afirma a professora Ana.


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Fonte
Texto: Halex Frederic - Assessoria Seduc
Fotos: Escola Zilda da Frota Uchôa
Secom - Governo de Rondônia

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Educação


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