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Terça, 18 de maio de 2021

PISCICULTURA

Projeto inovador melhora a produção de pirarucu

03 de abril de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

A pele do pirarucu também tem mercado garantido, podendo ser utilizada em confecções de bolsas e sapatos

7 - pirarucuUma parceria público-privada entre o Governo de Rondônia, empresas de insumos e Santo Antônio Energia, tem como objetivo desenvolver um projeto inovador e sustentável na produção de pirarucu em tanques de lona-vinil para atender pequenos produtores rurais.

Localizado distante 60 quilômetros de Porto Velho, no reassentamento Santa Rita, às margens da BR 364 no sentido Acre, numa área de 11 hectares, com 6 hectares de mata, uma de cultura de mandioca e quatro hectares onde foi implantada a área de produção integrada com açaí, pimenta de cheiro, melancia, milho, abacaxi e outras frutas da região revelam que a tecnologia pode transformar para melhor a vida de pequenos produtores rurais.

Conforme explica o engenheiro florestal Marcos Carvalho, da Emater-RO, que presta assistência técnica no reassentamento Santa Rita para aproximadamente 150 famílias remanescentes do assentamento Joana D’Arc, desalojados pelas águas da Hidrelétrica Santo Antônio, o projeto para criação de pirarucu em tanques de lona-vinil tem tudo para dar certo.

Pirarucu

A produção de pirarucu – uma espécie típica da região amazônica com respiração aérea, que não tem necessidade de aeração e respira na flor da água – com o projeto desenvolvido especificamente para a criação em tanques de lona-vinil mostra que Rondônia poderá exportar essa tecnologia para outros estados, conforme explica o veterinário Carlindo Filho, coordenador do projeto.

7 - socorro liraOs pirarucus são produzidos em ambiente totalmente protegido, sem contato com o solo e 100% dos efluentes e resíduos sólidos são retirados diariamente por meio da troca de água, decantados e dirigidos para fertilização e irrigação, com a vantagem de o projeto não necessitar de produtos químicos, apresentando baixo impacto ambiental e recuperação de áreas degradadas, além de não competir com outras culturas no sentido de espaço. Ali, nada se perde, tudo se transforma.

      Nos tanques escavados, a tendência é o acumulo de matéria orgânica possibilitando a presença de parasitas, o que não ocorre com os tanques de lona-vinil. No tanque escavado, de acordo com Carlindo Filho, o máximo que se consegue produzir é um quilo por metro quadrado, respeitando a lei dos recursos hídricos. Na unidade localizada no reassentamento Santa Rita, em tanque de lona-vinil, alcança 50 quilos.

O projeto para o desenvolvimento do pirarucu, na propriedade do casal Domingos Mendes e Socorro Lira, inicia-se com a produção três mil alevinos divididos em 8 tanques de mil litros cada e, posteriormente, recriados em três tanques de 20 mil litros.

7 - criação pirarucuA partir dos mil são repassados para outros produtores para engorda final. Os remanescentes são engordados na propriedade. O projeto já está devidamente licenciado pelo órgão ambiental do município e os animais certificados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Ibama.

Receita bruta

A previsão de receita bruta do projeto em 2014 é de R$ 150 mil, com projeção para superar os R$ 300 mil só com o pirarucu, em 2015. A carne deste pescado tem mercado assegurado a R$ 8,50 o quilo. Com o aproveitamento da pele, salta para R$ 12,50 o quilo. 350 espécies estão prontas para o abate, pesando entre 12 e 15 quilos, e mais 500 na fase juvenis.

7 - carlindo limaAs peles estão sendo adquiridas pelo valor de R$ 50,00 a unidade pela empresa “Nova Cairú”, do Rio de Janeiro, especializada em beneficiar couros de animais exóticos para confecções de bolsas e sapatos que são exportados para o resto do mundo.


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Fonte
Texto: José Luiz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agropecuária, Economia, Piscicultura, Rondônia


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