Governo de Rondônia
Quarta, 20 de março de 2019

PREVENÇÃO

Qualquer objeto que acumula água pode se tornar um criadouro do Aedes Aegypti, alerta da Agevisa para o carnaval

01 de março de 2019 | Governo do Estado de Rondônia

É preciso ficar alerta ao cronograma de passagem do carro que coleta os lixos para evitar acúmulos, pois em algumas localidades há redução no período de carnaval

 

Os dias de folia no carnaval exigem responsabilidade social, diante do acúmulo de lixo nas ruas e a possibilidade do aumento de criadouros do mosquito Aedes Aegypt. O mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, pode se proliferar e produzir maior risco à população representado por qualquer objeto que possa se transformar em criadouro, segundo a Gerência Técnica de Vigilância Epidemiológica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia.

A ingestão de água é de fundamental importância durante o período de carnaval, onde os foliões precisam se hidratar para festejar com saúde. Porém, é necessário muito cuidado com o despejo de recipientes largados nas ruas nos trajetos dos blocos, como copos descartáveis, garrafas pets, pratos descartáveis, tampinhas ou qualquer objeto que possa acumular água.

“Se a pessoa terminou de tomar uma garrafinha de água e não tem uma lixeira, segure um pouco e vá mais adiante até encontrar um local seguro para descartar”, alertou a gerente Arlete Baldez.

O Governo de Rondônia atua com a prevenção integrada de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Aids e Hepatites virais, alargando o trabalho com o controle das arboviroses, que são as doenças transmitidas por insetos, como o Aedes Aegypt.
As três esferas de governo, Federal, Estadual e Municipal, trabalham durante o ano com medidas de prevenção para evitar criadouros do mosquito, mas a Agevisa observou a dificuldade de incorporação da sociedade à prática comum de cuidados diários.

Período chuvoso contribui para o acúmulo de água nos lixos urbanos.

“Constatamos isso durante o carnaval, o bloco passa e se vê uma quantidade enorme de lixos jogados nas ruas. As prefeituras, sabendo disso, se planejam especialmente para limpeza urbana rápida. Como em algumas situações que o bloco vai passando e atrás já vem a limpeza pública retirando o lixo, por causa do período chuvoso. Se as pessoas que estão brincando não colaborarem, o setor público tem que tomar as providências, no caso fazer a limpeza no menor tempo possível, porque chove e acumula água”, informou Baldez.

Devido ao período chuvoso, fator contribuinte para atenção redobrada nas ruas e domicílios, a recomendação para o poder público, além da limpeza urbana rápida, é a possibilidade de distribuição de lixeiras ao longo dos principais caminhos onde os blocos de carnaval ou festejos passam. Para as residências, o alerta destina-se ao cronograma de passagem dos lixeiros, pois em algumas localidades há redução no período de carnaval pela necessidade de maior efetivo nas limpezas urbanas. Pedindo assim, maior cuidado e organização na retirada do lixo das casas, para os dias que aconteçam o recolhimento.

Um recipiente com acúmulo de água pode virar um criadouro e desenvolver um foco de contaminação em até uma semana, quando o mosquito já depositou ovos e se desenvolveu com as larvas, sinal que existem mosquitos voando e há possibilidade de infecção de pessoas com a Dengue, Chikungunya, Zika vírus e Febre Amarela. É preciso evitar a formação de criadouros de qualquer jeito.

“Não contribua você com a formação de criadouro. Se uma pessoa não faz, faça a sua parte, não jogue e recolha mais um”, recomenda Baldez.

 

DENGUE

O vírus da dengue é transmitido por picadas de insetos, especialmente os mosquitos. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os quatro sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes Aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Os principais sintomas da dengue são febre alta maior que 38.5ºC, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo. No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

ZIKA

O vírus Zika é transmitido por picadas de insetos, especialmente mosquitos. A doença pelo vírus Zika apresenta risco superior a outras arboviroses, para o desenvolvimento de complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e outras doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia. O transmissor (vetor) do Zika vírus é o mosquito Aedes Aegypti, que precisa de água parada para proliferar, portanto, o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, épocas quentes e úmidas. Os sintomas mais comuns associados ao vírus Zika são “vermelhão” em todo o corpo com muita “coceira” depois de alguns dias, febre baixa, muitas vezes não sentida, conjuntivite (olho vermelho) sem secreção, mialgia e dor de cabeça, dor nas juntas.

CHIKUNGUNYA

O vírus Chikungunya é transmitido por picadas de insetos, especialmente mosquitos, mas também pode ser por carrapatos ou outros. O transmissor (vetor) do chikungunya é o mosquito Aedes Aegypti. Os principais sintomas da chikungunya são febre, dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelho esquerdo e direito, pulso direito e esquerdo, etc), pele e olhos avermelhados, dores pelo corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Normalmente, os sintomas aparecem de dois a 12 dias da picada do mosquito, período conhecido como incubação. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas iniciais da febre amarela incluem início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). (Portal Ministério da Saúde)

LEIA MAIS:

 Encontro do Detran orienta sobre combate ao mosquito aedes aegypti

 Porto Público de Porto Velho inicia campanha de combate ao Aedes Aegypti

 Violência contra criança, adolescente e mulher deve ser combatida pela população durante o carnaval em Rondônia

 Detran de Rondônia intensifica campanha de orientações no trânsito durante o período de carnaval

 Detran e parceiros têm estratégia para reduzir e evitar acidentes no carnaval

 Polícia Militar começa nesta sexta-feira execução de policiamento ostensivo para o Carnaval

 Agevisa destaca cuidados que o folião deve ter com alimentos e bebidas durante o Carnaval

 Hemocentro pede doação de sangue A+ e O- para promover saúde no período de carnaval em Rondônia


Fonte
Texto: Gaia Bentes
Fotos: Arquivo Secom
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Água, Governo, Informativo, Lazer, Meio Ambiente, Municípios, Rondônia, Saúde, Sociedade


Compartilhe


Twitter
Facebook
Youtube