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Quinta, 16 de setembro de 2021

TRANSPLANTES

Rondônia leva para Encontro Nacional estudo sobre resfriamento e acondicionamento de órgãos

26 de outubro de 2015 | Governo do Estado de Rondônia

Um estudo sobre acondicionamento, resfriamento e transporte de órgãos destinados a transplantes foi apresentado por representantes de Rondônia no XV Congresso Brasileiro sobre Transplantes, realizado neste fim de semana em Gramado, no Rio Grande do Sul. Os trabalhos têm a supervisão do médico Alessandro Prudente, da Central de Transplantes do Hospital de Base Ary Pinheiro.

Equipe comemora possibilidade de aprovar pesquisar

Equipe comemora possibilidade de aprovar pesquisar

No total, 15 trabalhos científicos foram apresentados durante o congresso, com destaque para o que estuda transporte de órgãos destinados a transplantes. Com uma visão inovadora, o projeto, quando aprovado e posto em prática, vai revolucionar todas as técnicas conhecidas no Brasil e no mundo sobre resfriamento de órgãos e acondicionamento.

O estudo experimental, desenvolvido pela Liga Acadêmica de Doação e Transplante de Rondônia (Ladot), e supervisionada pelo médico Alessandro Prudente, da Central de Captação e Transplantes de Órgãos do Hospital de Base Ary Pinheiro – referência no tratamento de alta complexidade em Rondônia -, questiona quais temperaturas os rins são submetidos quando usadas técnicas diferentes de armazenamento.

O projeto, quando aprovado, vai mudar todos os conceitos de protocolos seguidos pela maioria dos países no mundo, afirma Luã Souza Cunha, acadêmico do sétimo período de medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir), parceira da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) em projetos acadêmicos voltados para área médica.

Luã Souza acredita que os estudos vão mostrar uma nova “janela”, até então desconhecida sobre as técnicas de manipulação e resfriamento de órgãos. De forma coloquial, ele explica que a meta é apontar qual a temperatura ideal para cada órgão a ser transplantados. Isso pode mudar, também, o protocolo que trata do tempo máximo que cada órgão pode esperar até o transplante.

Luã explica ainda que há registro em vários países, que muitas vezes, o rim perde sua função devido ser mantido em tempera mais baixa. Isso pode ocasionar o congelamento do órgão e comprometer em até 100% suas funções.

O projeto é tão visionário e moderno que apena a Espanha – um dos países referência mundial em transplantes de rim -, tão algo aproximado do que está sendo propondo em Rondônia.

OBJETIVO
Aferir temperaturas no interior dos sacos e da caixa térmica e comparar resultados com ou sem o uso da caixa plástica protetora, a fim de levantar as atuais práticas de acondicionamento e armazenamento de órgãos entre equipes brasileiras de captação e transplante de órgãos.

PASSO A PASSO
Luã Souza afirma que no decorrer deste ano, os membros da Liga tiveram com dois focos principais. O primeiro, foi o desenvolvimento científico e produção de 12 artigos que versam sobre alguns temas importantes dentro do transplante.

“Conseguimos 100% de aprovação no XIIV Congresso Brasileiro de Transplante sediado em Gramado (RS). Ressalta-se o apoio fundamental da central de transplante do Estado de Rondônia e da Universidade Federal de Rondônia”, afirma.

O segundo foco foi voltado para campanhas de divulgação e sensibilização da população durante o Setembro Verde. na cidade de Porto Velho. As atividades foram realizadas em conjunto com a Central de Transplantes. Foram feitas ainda palestras em escolas públicas e privadas do Estado, sobre o tema.

A equipe fez, também, nas ruas de maior movimentação, distribuição e entrega de panfletos. Foram entregues ainda balões verdes, panfletos para as crianças e esclarecimento para os familiares que frequentavam o shopping center da cidade durante o Dia do Doador de Órgãos, comemorado dia 27 de setembro. “Participamos, também, da Conferência Estadual de Saúde, oportunidade crucial para alcançar os gestores do interior do Estado”, revela.

O QUE É A LIGA
A Liga Acadêmica de Doação e Transplante de Rondônia (Ladot), é uma associação sem fins lucrativos que visa complementar a formação acadêmica em uma área específica da área através de atividades de extensão, pesquisa e ensino.

A Ladot possui reuniões semanais (administrativas e de ensino), aulas mensais sobre a temática do transplante e doação que se destinam aos acadêmicos da área da saúde de Porto Velho, campanhas de divulgação de doação e outras atividades de caráter semelhante.


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Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Capacitação, Educação, Evento, Governo, Inclusão Social, Infraestrutura, Rondônia, Saúde


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