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Quarta, 04 de agosto de 2021

Rondônia ocupa o terceiro lugar no país em escolarização penitenciária

19 de dezembro de 2013 | Governo do Estado de Rondônia

No início do evento, a secretária adjunta, Sirlene Bastos, apresentou alguns dados relativos ao trabalho desenvolvido pela Sejus nos últimos anos e ressaltou algumas conquistas deste ano como Rondônia ter ficado em terceiro lugar em escolarização penitenciária no país, com os mais de 1500 alunos em sala de aula, e mais recentemente, o primeiro lugar no Prêmio Boas Práticas em Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça com o espetáculo ‘O Topo do Mundo’.

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A adjunta também ressaltou que os gestores da Sejus fazem questão de manter o diálogo com os servidores e disse que, a partir de agora, “a secretaria também é a casa de vocês e todos podem se sentir livres para debater, fazer críticas, sugestões e conversar com os gerentes e as secretárias”. A secretária Elizete orientou os futuros agentes penitenciários e socioeducadores para que mantenham o controle emocional e tenham discernimento para saber lidar com as situações adversas que, por ventura, possam acontecer no ambiente de trabalho, enfatizando a função dos servidores que também é de ressocializar. “Eles [os apenados] já estão pagando pelo crime que cometeram.

Não é nossa função julgar nem punir ninguém. Nossa missão é custodiar e oferecer condições para a recuperação e a volta deles para a sociedade”, declarou a secretária. Lima informou ainda que a aquisição de 600 tornozeleiras eletrônicas, prevista para até o fim deste ano, irá reduzir a superpopulação carcerária e, consequentemente, facilitar o trabalho dos agentes. Outras novidades também bastante aguardadas pelos servidores e que serão realidade em 2013, são o Manual de Administração do Sistema penitenciário (Maspe) e o Manual de Procedimentos e Rotinas. Por fim, a secretaria informou que a Sejus tem um projeto para retirar os medidas de segurança da unidades penitenciárias e transferi-los para uma casa de tratamento onde eles recebam o atendimento de saúde necessários para a sua condição.“Os medidas de segurança não são presos, são pessoas que cometeram crimes, mas que apresentam sérios transtornos mentais e que por isso não podem ser penalizados.
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Como nunca se chegou a um consenso sobre para onde eles deveriam ser mandados, eles foram ficando no sistema penitenciário”, esclareceu.Completando a fala da secretária, o assessor de reinserção social da Sejus, Alessandro Martins, disse que “estamos tratando as piores feridas da sociedade, fazendo pelos custodiados o que a educação deixou de fazer, o que saúde, a assistência social e a sociedade deixaram de fazer” e apresentou as reeducandas e agora colaboradoras da Sejus, Diocléia Santos e Quetila Bezerra, como exemplos de ressocialização.“Sou colaboradora da Sejus, reeducanda, estou cursando o 6º período da faculdade de pedagogia e faço parte dessas estatísticas que foram apresentadas: concluí meus estudos no sistema [penitenciário] e sou um exemplo de que a ressocialização é possível”, afirmou Diocléia.O assessor salientou que Diocléia é do regime fechado, mas que nem por isso precisa de escolta ou algema e que, da mesma forma, existem outros reeducandos trabalhando. Martins concluiu pedindo aos futuros servidores que acreditem e trabalhem pela ressocialização para que ela se torne regra e não exceção no Sistema Penitenciário.
Texto: Taiana Maier
Fonte: Assessoria Sejus

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Secom - Governo de Rondônia

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