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Quarta, 24 de fevereiro de 2021

AGROINDÚSTRIA

Sonho da Agroindústria Rural vira realidade na vida de produtor de Ariquemes que já expande o negócio para município vizinho

18 de abril de 2016 | Governo do Estado de Rondônia

Polpas de frutas da agroindústria Vale Verde tem o selo do PROVE-Rondônia.

Polpas de frutas da agroindústria Vale Verde tem o selo do PROVE-Rondônia.

As crianças das escolas de Alto Paraíso todo dia tomam suco de polpas de frutas processadas e embaladas ali mesmo no município, as donas de casa e proprietários de lanchonetes também compram a polpa de frutas Vale Verde, e talvez nem se deem conta da importância de estarem consumindo um produto agroecológico produzido na indústria local.

Rondônia tem um programa de agroindústria rural familiar que já se aproxima de 700 unidades fabris, diz Henrique Fernandes, coordenador do Programa Estadual de Verticalização da Produção, o Prove Rondônia. E muitas destas unidades já estão tecnicamente em condições de exportar seus produtos, como é o caso da Vale Verde.

Na última semana, na linha 115 – travessão B20, em Alto Paraíso, foram inauguradas as novas instalações da agroindústria Vale Verde, de propriedade de José Carvalho dos Santos, conhecido como Zé Grande, o mais antigo morador da linha.

Zé Grande contou que aos 83 anos estava realizando o maior sonho de sua vida, estava inaugurando sua indústria de processamento mecânico de polpas de frutas, que já tinha nome mesmo antes de ele vir para Rondônia.

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Chico Grande inaugurou as novas instalações da Agroindústria em Alto Paraíso

O agricultor, emocionado, contou que chegou a Ariquemes, vindo da Bahia, em 1985 e uma das primeiras coisas que fez foi ir a feira da cidade e comprar três frutas de cupuaçu, depois foi para a zona rural atrás de terra para trabalhar, se hospedou na casa do Chico Doido, na Linha 100, onde foi orientado a  conseguir um lote de terra, numa gleba de terras devolutas, onde hoje é a linha 115.

Começou seu primeiro pomar com as sementes daquelas três frutas compradas na feira e continuou fazendo mudas e plantando até chegar a 2.500 plantas de cupuaçu. Com orientação técnica da Emater-RO, diversificou sua lavoura e implantou cultivos em sistemas agroflorestais.

Plantou café, urucum e começou sua criação de vacas leiteiras com a venda de 2 sacas de urucum, sua primeira colheita na propriedade, daí foi evoluindo. No começo vendia as polpas de frutas tiradas artesanalmente, mas com orientação dos técnicos da Emater-RO no distrito de Triunfo, conseguiu financiamento para dois projetos, para construção das instalações e compra das maquinas da indústria, que vende dois mil quilos de polpa de frutas por mês.


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Fonte
Texto: Enoque de Oliveira
Fotos: Robson Paiva
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Agricultura, Indústria, Rondônia


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