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Domingo, 07 de março de 2021

Workshop busca reorganização da produção científica do Estado

04 de abril de 2014 | Governo do Estado de Rondônia

Realizado na manhã desta sexta-feira (04), o I Workshop de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Rondônia “Sinergismo de Ações de CT&I entre as Instituições do Estado”, promovido pela Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) reuniu no auditório da Federação das Indústrias do Estado (Fiero) representantes das principais instituições científicas no Estado para debaterem o fomento à produção tecnológica.

Após anos de abandono e descaso com o setor de produção científica, tecnológica e de inovação no Estado, conforme relataram os pesquisadores, o Governo da Cooperação, ciente da importância de se transferir o conhecimento acadêmico para as empresas busca congregar e incentivar através da Fapero a participação de pesquisadores em editais para áreas comuns através da atuação de redes interligadas.

Presidente do Fapero fala da importância de atrelar o desenvolvimento econômico a pesquisa

Francisco Elder: Presidente do Fapero fala da importância de atrelar o desenvolvimento econômico à pesquisa científica.

Segundo Francisco Elder de Oliveira, Presidente da Fapero, este é um primeiro passo na reorganização e desenvolvimento do setor, “e o atual governo foi o único que teve a coragem de criar a Fundação, consciente que terá que enfrentar vários problemas que foram inclusive levantados neste workshop que também tem esse objetivo”, afirma Elder.

De 2008 a 2012 o Governo Federal  investiu o montante de R$ 484,2 milhões na produção científica do país. Deste total, de acordo com dados apresentados pela Fapero, apenas 2% que correspondem a R$ 9 milhões da quantia nacional é que foram destinados para Rondônia.

O recurso federal existe, mas não chega porque não há uma discussão acerca dos estados chamados emergentes como Rondônia, Acre, Roraima e Amapá que não é posta em pauta. Para que se possam angariar os recursos disponíveis em editais é necessário que sejam atendidas certas competências, e para adquirir estas competências é preciso que se participe dos editais.

Tal problemática gera um círculo vicioso, fazendo com que os Estados menores e classificados como emergentes fiquem estagnados perante a produção científica, tecnológica e de inovação em relação aos grandes centros.

O Brasil possui 109.799 doutores e 78.496 mestres. A Região Norte tem 4,01% (4.408) dos doutores e 6,42% (5.045) mestres. São em Rondônia 281 mestres trabalhando no setor privado;  415 no setor público; 56 doutores no setor privado e 285 no setor público.

Para Andreimar Soares, diretor científico da Fapero, há uma dispersão no Estado, pois são poucos pesquisadores e eles encontram dificuldades para se congregar. “Estes encontros permitem uma maior interação entre as instituições de ensino e pesquisa no Estado”, explica.

A proposta é que a partir dos encontros, os atores envolvidos possam se conhecer mais e interagir, fortalecendo a rede e interligando os polos de pesquisa para que se possa concorrer em igualdade aos editais que vem acontecendo em nível nacional.

Participaram do workshop através de representantes a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Educação e Tecnologia de Rondônia (Ifro), Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed).

Fórum

Uma realização do Governo do Estado através da Fapero, o II Fórum Democrático de Discussões de CT&I para Amazônia acontecerá no próximo dia 10, em Porto Velho, com o objetivo de fortalecer o Sistema regional de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Estados Emergentes da Amazônia Legal.

Está prevista a participação do presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). “É importante estarmos alinhados e participar de forma ativa”, lembra o presidente da Fapero, Francisco Elder.

“Esta será uma oportunidade ímpar para mostrar a produção científica na região e conseguir angariar um aporte financeiro mínimo que nos garanta o desenvolvimento dos projetos”, explica Andreimar Soares.

Maiores Informações podem ser obtidas através do email:  fundacaorondonia@gmail.com.


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Fonte
Texto: Romeu Noé
Fotos: Marcos Freire
Secom - Governo de Rondônia

Categorias
Capacitação, Economia, Educação, Governo, Rondônia, Tecnologia


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